
Carta 258Julho 2026
Comentário do gestor
Estimados coinvestidores,
Temos tido resultados difíceis até aqui neste ano, mas, enquanto o placar parece feio, em campo nossa visão é diferente.
A comparação de nossos fundos de ações com o Ibovespa existe porque o Ibovespa é o principal índice de ações da bolsa brasileira, mas a sobreposição de posições de nossos fundos é muito pequena comparada com o índice.
E, enquanto o Ibovespa valoriza +10,47% no ano, o índice SMLL, de empresas de menor liquidez da bolsa brasileira, desvaloriza -5,30%.
Neste ano, das 76 empresas que compõem o Ibovespa, apenas 8 fazem com que o índice esteja positivo no ano, seja pela valorização, como pelo tamanho da representatividade delas no índice. São elas: Petrobras, Prio, Vibra e Ultrapar, do setor de produção e distribuição de petróleo e beneficiadas, no curto prazo, pela alta da commodity em função da guerra entre EUA e Irã; Vale (commodity também), Banco Itaú (junto com Itaúsa), B3 e Eneva. Sem essas 8, mesmo com outras empresas com valorização no ano, no agregado, o Ibovespa estaria no campo negativo.
Sobre as empresas beneficiadas no curto prazo pela alta do preço do petróleo, temos uma visão clara de que a oferta de petróleo, hoje, é maior do que a demanda, de que essa “sobra” de petróleo tende a aumentar com mais carros elétricos substituindo carros à combustão (na China mais da metade dos carros produzidos já são elétricos ou híbridos) e de que a tendência é de preços de petróleo para baixo – o que foi invertido neste ano somente por causa da Guerra entre EUA e Irã e interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz.
Por outro lado, as empresas mais penalizadas no ano até aqui são empresas voltadas para o mercado doméstico, de setores cíclicos e mais sensíveis à curva de juros futuros. E empresas de menor liquidez, nesta hora em que a liquidez de toda a bolsa encolheu por causa dos juros altos, são pouco olhadas pelos investidores estrangeiros, que são os maiores compradores da bolsa brasileira neste ano.
Esse cenário macroeconômico e político brasileiro é que tem pesado muito sobre investimentos em empresas, gerando algumas oportunidades de longo prazo muito interessantes e de grande assimetria para quem tem paciência e investe pensando no longo prazo, como nós.
Os fundos de pensão brasileiros que, em 2007 tinham 40% do patrimônio alocado em empresas da bolsa, hoje, com patrimônio 4 (quatro) vezes maior, estão com apenas 7,6% do patrimônio alocado em bolsa e mais de 85% do patrimônio alocado em Renda Fixa, especialmente em títulos do Governo. Em algum momento, isso vai ter que mudar sob pena de o Governo ter dificuldade para rolar ou até, no final, honrar suas dívidas.
Enquanto o Governo mantém déficit primário e todos os juros só aumentam a dívida pública, as empresas em que investimos, mesmo as que tem alguma alavancagem, têm resultados operacionais que cobrem bem os juros das dívidas. E são ativos reais, que se valorizam com a inflação. É, enfim, um exercício de paciência. Mais um que estamos tendo como investidores de longo prazo!
Um exemplo que ilustra bem o quanto algumas empresas do mercado doméstico estão baratas e que é a segunda maior posição que temos em carteira, é a ação da Pague Menos.
A Pague Menos, fundada em 1981, é a segunda maior rede de farmácias do Brasil em termos de número de lojas. Conta, hoje, com 1.695 lojas espalhadas por todos os estados do Brasil, sendo líder nas regiões Norte e Nordeste e com 6,7% do market share nacional, percentual que vem crescendo em todas as regiões do país ao longo do tempo, na medida em que as grandes redes crescem neste mercado ainda em consolidação.
É um setor que gostamos porque cresce mais do que o PIB, eis que, com o envelhecimento e aumento da expectativa de vida das pessoas, o consumo de medicamentos aumenta muito e é um consumo indispensável para quem tem algum tratamento ou cuidado com a saúde.
A empresa conta, hoje, com mais de 22 milhões de clientes ativos, mais de R$ 1 bilhão em vendas via canais digitais, e com um forte crescimento em vendas mesmas lojas, tendo crescido 42% as vendas em mesmas lojas nos últimos 3 anos, chegando em um patamar de R$ 888 mil de venda média mensal por loja no 2T26 e atingindo uma Receita Bruta de mais de R$ 16 bilhões nos últimos 12 meses.
É, também, com seus mais de 23.000 funcionários, uma das melhores empresas de varejo para se trabalhar no Brasil, segundo a organização Great Place to Work – um dos motivos de orgulho do CEO e líder Jonas Marques, um CEO que é psicólogo de formação e com 30 anos de experiência na indústria farmacêutica, com passagens por grandes multinacionais, como Bayer, Roche e GSK.
No dia 03/08, a Pague Menos divulgou os seus resultados do 2º trimestre de 2026. A Receita Bruta do trimestre foi de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 9,4% sobre o 2º trimestre de 2025. O Ebitda do trimestre foi de R$ 282 milhões, crescimento de 15,4% sobre o mesmo período do ano anterior. E o Lucro Líquido do trimestre foi de R$ 73,6 milhões, crescimento de 22,2% sobre o mesmo período de 2025. No primeiro semestre de 2026, o Lucro Líquido é de R$ 129,2 milhões, crescimento de 76,3% sobre a primeira metade de 2025.
E, no entanto, para nosso espanto, o preço das ações da Pague Menos caem -14% nos últimos 12 meses e -46% somente em 2026, sendo que a empresa vale, hoje, em torno de 7 vezes o lucro dos últimos 12 meses, enquanto a Raia, empresa do mesmo setor, e que faz parte do índice Ibovespa, vale, hoje, 24 vezes o lucro dos seus últimos 12 meses. Não entendemos essa diferença de preço e acreditamos que o mercado não está vendo o valor que a Pague Menos tem – algo que acreditamos que será corrigido com o tempo, com a empresa entregando os resultados que vem entregando de forma consistente.
Esse é só um exemplo de uma das posições e empresas em que estamos investindo, com mentalidade de donos, focos no longo prazo e com o cuidado de quem cuida do próprio dinheiro, eis que todos aqui na Vokin somos cotistas e investidores nos mesmos Fundos.
Nós investimos sempre pensando no longo, não no curto prazo. Buscamos investir, não especular. Estamos concentrados no campo do jogo, não no placar, e confiantes de que o tempo corre ao nosso favor, até porque, em investimentos, o jogo não se encerra nos 90 minutos, é um processo de uma vida toda.
Ainda, em julho, o Banco Central Americano manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Aqui no Brasil, no dia 05 de agosto, esperamos que o Comitê de Política Monetária do Banco Central confirme a redução da Selic de 14,25% para 14% ao ano – ainda um patamar altíssimo.
No que está no nosso controle, temos feito o melhor possível para acertar nas posições e com olhos no futuro.
Desejamos um melhor mês de agosto para todos nós.
Obrigado pela paciência que é exigida de todos nessas horas e pela confiança de investirem junto conosco!
Economia
Muito além do PIB.
Os números sobre o PIB do 2T26 dos EUA divulgados na semana passada – 1,5% de crescimento na comparação com o 1T26 – escondem um movimento interessante sobre os investimentos. A decomposição detalhada do investimento privado fixo nos EUA revela uma transformação estrutural profunda na maior economia do mundo: saem as obras, entram os equipamentos. Nesse caso, longe de sinalizar uma perda de fôlego macroeconômico, a desaceleração recente na construção civil corporativa traduz a transição clássica de um ciclo de formação bruta de capital fixo: a passagem da fase de infraestrutura pesada para a etapa de maturação, em que temos a instalação tecnológica e o aumento da capacidade operacional. Em resumo, os EUA estão concluindo a fase do tijolo e do concreto para inaugurar a era da produtividade baseada em Inteligência Artificial e semicondutores. Sob a ótica da teoria econômica do ciclo de capital, o investimento produtivo desdobra-se em duas etapas sequenciais. Na primeira, predominam os investimentos em estruturas físicas, demandando capital intensivo para erguer instalações. Na segunda, reduz-se o gasto em obras brutas enquanto se acelera a aquisição de bens de capital de alto valor agregado e tecnologia para rechear esses edifícios. É exatamente essa dinâmica que os dados recentes do BEA – Bureau of Economic Analysis registraram no PIB. São duas fases bem definidas. Entre o primeiro trimestre de 2022 e o terceiro trimestre de 2024, o investimento real em estruturas não residenciais expandiu-se de US$ 567 bilhões para o pico de US$ 714 bilhões a taxas anuais ajustadas. O grande motor dessa expansão foi a construção de plantas fabris de alta tecnologia, impulsionadas por incentivos federais como o CHIPS and Science Act (agosto de 2022) e a Inflation Reduction Act (16 de agosto de 2022). Contudo, uma vez que as estruturas físicas ficam prontas, como no caso dos data centers ou as fábricas de chips, o ciclo de construção bruta atinge sua saturação natural. Assim é que, desde o fim de 2024 até a leitura dos dados do segundo trimestre de 2026, o investimento em estrutura de manufatura entrou em trajetória descendente, ficando, hoje, cerca de 26% abaixo do que era dois anos atrás. O mesmo pode ser visto na construção comercial (lojas de varejo, shoppings, depósitos, armazéns de distribuição e data centers) e de empreendimentos na área da saúde (hospitais, clínicas e centros médicos) que cedeu de US$ 193 bilhões para US$ 166 bilhões. Entretanto, o dado mais importante e que reforça a tese de que estamos diante de um reposicionamento produtivo, afastando a ideia de risco de uma recessão clássica, está na rubrica de equipamentos. No exato momento que as obras civis arrefecem, a formação de capital em equipamentos e tecnologia acelera de forma vertiginosa. Os investimentos totais em equipamentos subiram de US$ 1,28 trilhão no início de 2024 para US$ 1,55 trilhão no segundo trimestre de 2026. E a grande força motriz dessa aceleração encontra-se em equipamentos de processamento de informação, em especial no segmento de computadores e periféricos, item que engloba os servidores, supercomputadores e processadores gráficos (GPUs). Os valores destinados para a compra desses equipamentos mais do que dobrou em pouco mais de dois anos, saltando de US$ 161 bilhões para US$ 354 bilhões. Também é possível ver um aumento dos valores para compra de equipamentos industriais tradicionais, como tornos, prensas, robôs industriais e máquinas diversas, mas em menor magnitude (passou de US$ 253 bilhões para US$ 283 bilhões). Ou seja, a indústria americana tradicional, voltada para as manufaturas de alimentos, veículos, químicos, plásticos etc., segue investindo e muito. Mas o que surpreende mesmo é o apetite para equipamentos voltados para a tecnologia. E ainda tem o efeito disso para a cadeia produtiva onde o gasto com aquisição de software chegou ao recorde de US$ 954 bilhões! Isso mesmo, quase US$ 1 trilhão em termos anuais. Existe um outro lado dessa história que é o impacto sobre a demanda energética quando esses sistemas, voltados para IA, começarem a funcionar. Os dados mostram que os investimentos em estruturas de energia e comunicações mantiveram-se em patamares elevados, em torno de US$ 142 bilhões no segundo trimestre de 2026. Ou seja, o setor corporativo percebeu que a oferta de energia confiável se tornou o principal gargalo para a expansão tecnológica. A resposta das grandes corporações no setor (Big Techs) tem sido a contratação direta de capacidade geradora e acordos de compra de energia a longo prazo. Exemplos desse movimento podem ser vistos entre a Microsoft e a Constellation Energy, e a Amazon com a Talen Energy. Porém, um dos problemas que pode se materializar nos próximos trimestres é o desequilíbrio entre oferta e demanda. Enquanto a construção de data centers leva meses, a expansão da capacidade energética leva anos. De qualquer forma, os dados recentes comprovam que a economia americana vive uma transição da fase de gestação física para a fase da produtividade em IA. O arrefecimento do gasto em construção civil não representa uma fraqueza econômica, mas, sim, a validação empírica de que os ativos físicos do novo ciclo industrial estão prontos para receber o maquinário e gerar capacidade produtiva real. Ao combinar ganhos de produtividade da IA com um choque de demanda no setor de infraestrutura e energia, os EUA pavimentam o caminho para um novo ciclo de expansão sustentado pela eficiência operacional. Um bom exemplo de como uma política industrial funciona: desenhada para gerar impactos em toda a cadeia produtiva, aumentando a produtividade da economia em um ambiente de negócios seguro e estável e com regras claras. Ou seja, uma visão de estado, e não de governo.
Estratégia Vokin GBV Aconcágua
Em julho, o Ibovespa subiu 3,47%, mas a alta foi bastante concentrada: cerca de dois terços dela vieram das empresas de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, beneficiadas pela valorização de, aproximadamente, 24% do barril de petróleo Brent, referência internacional. Ou seja, a bolsa refletiu muito mais a volta da guerra entre Estados Unidos e Irã do que uma melhora da economia brasileira. O acordo de paz assinado em junho não sobreviveu ao mês: navios mercantes foram atacados no Estreito de Ormuz — passagem por onde escoa boa parte do petróleo mundial —, os Estados Unidos voltaram a proibir a venda de petróleo iraniano e retomaram os bombardeios. Como o Irã ainda ameaçou fechar o estreito de Bab el-Mandeb, outra rota marítima estratégica, o preço do barril saiu de pouco mais de US$ 80 e chegou a US$ 100. Houve uma breve trégua no fim do mês, logo interrompida, e julho terminou sem qualquer perspectiva de solução.
Nos Estados Unidos, a atividade econômica e a inflação vieram mais fracas do que o esperado, o que reduziu o temor de que o banco central americano (Fed) precise voltar a subir os juros. Por outro lado, se o petróleo se mantiver em patamar elevado por mais tempo, isso tende a desfazer esse alívio nos próximos meses. No comércio exterior, entrou em vigor a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos, com mais de 2.100 itens excluídos da cobrança, entre eles café, carne bovina, suco de laranja, medicamentos, petróleo e celulose. Dias depois, uma tarifa adicional de 12,5% elevou a taxação a 37,5% para boa parte das exportações. O Governo brasileiro reagiu anunciando que vai acionar a Lei da Reciprocidade e a Organização Mundial do Comércio, além de lançar o Brasil Soberano 3, com R$ 18,5 bilhões em crédito para as empresas afetadas.
No Brasil, as contas públicas seguiram no centro das atenções. O Tesouro passou a projetar que nem o piso da meta de resultado primário será cumprido entre 2028 e 2030, mesmo já considerando bloqueios de gastos da ordem de R$ 60 bilhões a R$ 70 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, o Governo subsidiou diesel e gasolina, renegociou mais de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais e o Congresso aprovou novas despesas obrigatórias sem indicar de onde virá o dinheiro. Em conversas com investidores, a própria equipe econômica admitiu que será preciso mudar as regras do arcabouço fiscal para evitar que a dívida pública cresça sem controle — mas não apresentou medidas concretas. No campo eleitoral, pesquisas mostram Flávio Bolsonaro ainda atrás de Lula. Na direção oposta, a inflação surpreendeu para melhor: o IPCA-15 de julho subiu apenas 0,06%, com desaceleração espalhada por diferentes grupos de preços, e o mercado voltou a apostar em um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic em agosto — embora o petróleo siga como o principal risco a esse ciclo de queda dos juros.
O Vokin GBV Aconcágua e o Vokin GBV Aconcágua 30 encerraram o mês com retornos de -0,37%, enquanto o Ibovespa registrou alta de 3,47%.
Neste mês, falaremos um pouco sobre nossa posição em Hypera Pharma, terceira maior farmacêutica nacional, com 8% de um mercado que faturou R$ 134 bilhões em 2025 e que cresceu 11,6% ao ano na última década. A companhia é líder nos medicamentos que podem ser comprados sem receita médica, os chamados MIPs, com 24% desse segmento — que responde por 44% da receita e, pelas nossas estimativas, por cerca de 55% do lucro operacional da empresa. A diferença é relevante: enquanto os remédios de prescrição dependem da proximidade com a comunidade médica, os MIPs são vendidos direto na gôndola da farmácia e, por isso, dependem de marca e propaganda. A Hypera tem, justamente, um portfólio de marcas muito conhecidas — Buscopan, Neosaldina, Benegrip, Dramin e Engov, entre outras —, nenhuma delas representando mais de 5% das vendas. Esse portfólio foi montado sobretudo pela compra de marcas de farmacêuticas globais, como Takeda, Sanofi e Boehringer Ingelheim, e ganha valor ao ser produzido em Anápolis, no maior complexo fabril da América Latina, e distribuído a 96% dos pontos de venda de medicamentos do país.
A força dessas marcas tem atraído o interesse de outros grupos. O Votorantim comprou sua primeira fatia em 2023, a R$ 37 por ação, e hoje detém 16% da companhia, com assento no Conselho de Administração. Em 2024, o grupo NC, dono da EMS, propôs uma fusão avaliando a ação a R$ 30, proposta rejeitada por unanimidade pelo conselho da Hypera, que a considerou baixa demais. Hoje, a ação vale cerca de R$ 21,3, o equivalente a 8,6 vezes o lucro que estimamos para 2026 — ou seja, paga-se pouco mais de oito anos de lucro por um negócio cuja demanda pouco depende do ritmo da economia. Consideramos esse preço descontado, especialmente em um ambiente de inflação pressionada pelo petróleo e de incerteza fiscal e política crescente.
Para os próximos meses, será importante acompanhar os rumos da guerra entre Estados Unidos e Irã e seus efeitos sobre o petróleo; a inflação e as decisões dos Bancos Centrais; as negociações em torno das tarifas americanas; a volta do Congresso e as propostas com impacto nas contas públicas em ano eleitoral; e a evolução das principais candidaturas à Presidência da República.
Vokin K2 Long Biased FIA
A Suzano comunicou a conclusão da aquisição pela companhia, por meio de sua subsidiária Suzano International Holding B.V., de 51% do capital social da FamPro Tissue Holdings B.V., da Kimberly-Clark, que passa a se chamar Arbex. A operação foi liquidada mediante o pagamento de USD 1,3 bilhão pela companhia.
A Pague Menos informou que recebeu duas cartas de renúncia de membros do Conselho de Administração, ambos eleitos em 29 de abril de 2025, com efeitos a partir de 1º de agosto de 2026. O Sr. Sami Foguel renunciou ao cargo de membro efetivo independente do Conselho de Administração da companhia e aos cargos de membro do Comitê de Partes Relacionadas e do Comitê de Estratégia. A Sra. Maria Morais Ribeiro renunciou ao cargo de membro suplente independente do Conselho de Administração da companhia.
O Bradesco aprovou o aumento do seu capital social, mediante subscrição privada de ações. O valor total será de até R$ 10 bilhões, elevando o capital social dos atuais R$ 93,7 bilhões para até R$ 103,7 bilhões, mediante emissão de até 302,8 milhões novas ações ordinárias, ao preço de emissão de R$ 15,43 por ação, e de até 301,9 milhões ações preferenciais, ao preço de emissão de R$ 17,64 por ação. O período de exercício de direito de preferência será de 06 de agosto a 04 de setembro de 2026. Ainda, a companhia decidiu adiantar o pagamento de JCP declarados em 25 de março e em 23 de junho de 2026. Somados, eles correspondem a R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 0,48 por ação ordinária e R$ 0,53 por ação preferencial, com o pagamento ocorrendo em 15 de setembro de 2026.
O Itaú informou que sua subsidiária, Banco Itaú Colômbia S.A., concluiu a transferência de determinados ativos, passivos e contratos vinculados a sua operação no segmento de varejo para pessoas físicas para o Banco de Bogotá S.A. a valor contábil. A operação abrange R$ 9,7 bilhões em carteira de crédito e R$ 7,2 bilhões em depósitos. O valor líquido da operação é de R$ 2,5 bilhões. Com a conclusão da operação, o Itaú Colômbia passará a concentrar sua atuação no segmento de Pessoa Jurídica.
A Vale informou que recebeu cartas dos Srs. Daniel André Stieler e Marcelo Gasparino da Silva, comunicando suas renúncias aos cargos de membros e de, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração da companhia. Posteriormente, a companhia comunicou a eleição do Sr. Reinaldo Duarte Castanheira Filho para o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração. Em outro comunicado, a companhia atualizou algumas de suas projeções para o ano de 2026. Entre elas, estão os volumes de produção estimados (kt) de Cobre (de 350-380 para 360-380) e de Níquel (de 175-200 para 185-200). A Vale também anunciou um novo programa de recompra de ações, que poderá adquirir até 100 milhões de ações ordinárias, representando cerca de 2,3% das ações em circulação. Ainda, a empresa anunciou a distribuição de remuneração aos acionistas, no valor total bruto de R$ 2,03 por ação ordinária e preferencial, beneficiando os acionistas inscritos em 11 de agosto de 2026, com o pagamento ocorrendo em 02 de setembro de 2026.
A JSL anunciou suas projeções de receita bruta e EBITDA para o ano-calendário de 2030. Para a receita bruta, a companhia projeta o valor de R$ 21,4 bilhões, uma projeção de crescimento anual de 14% ao ano desde 2025. Para o EBITDA, a empresa projeta alcançar o valor de R$ 3,7 bilhões em 2030, considerando a manutenção do atual mix de receitas e da margem EBITDA dos últimos doze meses, de 20,6%.
Vokin Everest FIC FIM
Comentários dos Gestores
Em julho, alguns riscos voltaram ao radar no ambiente internacional e trouxeram volatilidade aos mercados. No lado geopolítico, tivemos a reescalada do conflito no Irã, mesmo após a assinatura de um memorando inicial de entendimento, com o disparo de mísseis contra bases norte-americanas e infraestrutura petrolífera na região, tendo como resposta novos ataques dos Estados Unidos. O preço do petróleo, que havia iniciado o mês em patamar relativamente próximo ao do início do conflito, voltou a subir, novamente ocasionando preocupações com choques inflacionários adicionais. Já próximo ao final do mês, houve um recuo no preço em função do anúncio da suspensão de novos ataques por parte dos Estados Unidos, mas ainda deixando em evidência que não há perspectiva de encerramento definitivo do conflito no curto prazo.
Outro destaque no mês foi a segunda reunião do Comitê de Política Econômica do Banco Central Norte-Americano sob a presidência de Kevin Warsh, trazendo manutenção, conforme esperado, da taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa, novamente, ficou pelas informações após a decisão, com a indicação de que três membros já foram favoráveis a elevação dos juros nesta reunião, além de mais uma postura dura por parte de Warsh, evitando dar indicações sobre decisões futuras e reforçando o objetivo de trazer a inflação para a meta. O reflexo no mercado de juros futuros foi de trazer para o cenário mais provável uma elevação na taxa de juros já na próxima reunião, além de um aumento significativo de taxa na curva de juros de longo prazo. Os títulos de 30 anos, por exemplo, passaram a negociar no maior nível desde 2007. Cabe ressaltar que os indicadores de inflação divulgados trouxeram um certo alívio da pressão altista, porém não tiveram impacto da elevação do preço do petróleo ao longo do mês, nem das novas tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump a uma série de produtos de diversos países.
No Brasil também houve surpresa positiva com a divulgação do IPCA, o que reduziu consideravelmente a probabilidade de manutenção da taxa de juros pelo Copom na reunião do início de agosto, agora com cenário mais provável de redução de 0,25 p.p. Apesar disso, o otimismo ficou, de certa forma, limitado em função da perspectiva de aumento no preço dos combustíveis acompanhando a elevação do petróleo. No âmbito político, o recesso parlamentar esvaziou a agenda do Congresso, com as atenções agora voltadas para as convenções partidárias que irão definir os candidatos das próximas eleições, sendo que, em 15 de agosto, se encerra o prazo para registro formal das candidaturas na Justiça Eleitoral. Após uma sequência de meses negativos, o Ibovespa apresentou valorização de +3,47% em julho, o dólar se desvalorizou -1,68% frente ao real, e houve fechamento nas curvas de juros reais, representando alta de +0,97% no mês para o IMA-B.
O fundo Everest encerrou o mês com alta de +0,58%, ante +1,22% do CDI, acumulando, nos últimos 12 meses, alta de +3,99% ante +8,14% do CDI. Os fundos multimercados macro tiveram desempenho negativo ou abaixo do CDI no mês, sendo que também contribuiu para o desempenho abaixo do CDI do Everest no mês a posição direcional em juros reais (IMA-B). Os melhores desempenhos, no mês, vieram dos fundos de ações long biased IP Value Hedge (+5,20%) e SPX Falcon (+2,85%), além do fundo de ações long & short Ibiúna STLS (+1,31%). Os piores desempenhos vieram dos multimercados macro Kapitalo Zeta (-1,55%) e SPX Nimitz (-0,80%), e do fundo de ações long only GBV Aconcágua (-0,37%).
Em julho, foram efetuados ajustes com objetivo de reduzir o risco do fundo através de resgates em oito multimercados macro e cujos impactos serão refletidos principalmente em meados de agosto em função dos prazos de liquidação.
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