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Carta 256Maio 2026

Comentário do gestor

Prezados Coinvestidores,

Os empresários brasileiros vêm sofrendo com juros muito altos (taxa básica, hoje, em 14,5%, para uma inflação perto de 5% ao ano), com uma carga tributária alta e em elevação, hoje em 32,4% do PIB (o governo arrecada 1/3 do que se produz no país) e, agora, em ano de eleição, o Governo propõe, como um benefício para os trabalhadores com carteira assinada, uma redução no número de horas trabalhadas – a ser arcado pelas empresas.

Ser empresário, no Brasil, é realmente um ato de coragem e resiliência. Até quando os empresários e as empresas, que são os geradores de empregos, renda e recolhedores de impostos, irão aguentar?

O que Luciano Hang, que segue investindo no Brasil e inaugurou a loja de número 192 da Havan na semana passada, está dizendo é o seguinte: Algo precisa mudar! E, que se for para piorar para depois melhorar, que seja logo! Chega de tanto desaforo! Se for para piorar, que seja rápido, para que o país mude logo de rumo!

Como investidores em empresas brasileiras, todos sofremos juntos com os juros altos, a alta carga tributária e o descontrole fiscal do Governo. E esses problemas têm sido jogados para a frente, como se não existissem, numa ilusão de que o Governo poderá seguir pagando juros altos e gerando déficits nominais recorrentes de mais de 8% do PIB ao ano. Olhando em perspectiva, isso não é matematicamente possível!

A dívida pública brasileira ultrapassou os R$ 10 trilhões e está perto de 80% do PIB.

Até quando o mercado financeiro seguirá acreditando na capacidade do Governo em honrar esta dívida, sem controle fiscal e superávits primários, e com os juros no patamar atual?

A relação dívida/PIB estava um pouco acima de 50% do PIB em 2010. Subiu para 75% passados os anos de grande recessão de 2015 e 2016 e que trouxeram a PEC do Teto de Gastos. Foi até 85% durante a pandemia, mas terminou 2022 perto dos 72%, em função de superávits primários. Terminou 2022 abaixo de 2018, mas voltou para uma trajetória ascendente após o fim do Teto de Gastos, em dezembro de 2022.

Hoje, para estabilizar a dívida, precisamos que o crescimento da economia seja ao menos igual aos juros reais, mas estamos com crescimento menor do que 2% ao ano e juros reais acima de 7% ao ano, sem sinais de controle fiscal e queda nos juros reais e com a economia crescendo com incentivos fiscais e parafiscais que não poderão ser sempre renovados.

Em maio, o Ibovespa teve queda de -7,22%, o pior mês desde fevereiro de 2023. Até o final de maio, foram 7 (sete) semanas consecutivas de quedas no Ibovespa, algo que não se via desde 2004.

A saída de fluxo estrangeiro, a deterioração no cenário eleitoral para a direita, a aprovação da PEC 6×1, a piora na expectativa de inflação e consequente perspectiva de juros futuros mais altos, fizeram com que a bolsa brasileira fosse a pior bolsa do mundo em maio.

Olhando o copo meio cheio, o que vemos são empresas brasileiras muito baratas e a bolsa mais barata do mundo.

Enquanto as empresas do S&P 500 valem, hoje, 22 vezes o lucro estimado de 2026; as empresas japonesas (Nikkei) valem 24 vezes; as da Europa (Stoxx), 15 vezes; as do México (Mexbol), 13,6 vezes; as da Argentina (Merval), 10 vezes; as empresas brasileiras do Ibovespa estão valendo 8,5 vezes. E muitas Small Caps brasileiras valendo menos de 8,5 vezes o lucro estimado para 2026.

Acompanhando os resultados das empresas em que estamos investindo, vemos o esforço que têm sido feito para entregar bons resultados, mesmo neste ambiente hostil de juros altos.

Vemos muito valor nessas empresas, bem acima do valor de mercado pelos preços atuais de suas ações. É uma pena não termos mais dinheiro para comprar mais destas empresas.

As empresas que sobreviverem neste cenário adverso deverão ganhar mercado e se saírem muito melhor quando os juros futuros caírem.

A taxa Selic está em leve queda. Saiu de 15% ao ano, hoje está em 14,5%, e deverá ser reduzida para 14,25% ao ano na próxima reunião do Copom, dia 17 de junho. Mas a expectativa, no início de 2026, era de que poderíamos ver a Selic mais perto dos 12% neste ano, algo que, com a guerra EUA – Irã e a alta do petróleo está mais difícil de acontecer em 2026.

Muito mais importante do que a taxa Selic, é a curva futura de juros, que está com juros reais acima de 7,5% ao ano, o que é muito prejudicial para a economia e o setor produtivo, especialmente para os setores mais cíclicos.

Um novo Governo, com indícios de controle fiscal, pode fazer com que os juros futuros cedam rapidamente. Poucas medidas, ainda que impopulares, já poderiam fazer os juros futuros caírem. O difícil é acreditar que a continuidade do atual Governo possa trazer algum ajuste fiscal pelo lado das despesas, e não pela tentativa ainda maior de aumento da arrecadação, que já sufoca o setor produtivo.

Todos sabemos que investimos pensando no longo prazo, nos próximos 10 ou 20 anos, e não nos resultados de um mês ou ano.

Estamos investindo por toda vida, e não por pequenas janelas de tempo. E sabemos da paciência e persistência que é exigida para sermos bons investidores.

Estamos todos no mesmo barco, investindo nas mesmas empresas e acreditando no valor destas empresas.

Seguimos todos os dias atentos, trabalhando, fazendo contas e ajustando posições.

Já passamos por muitos momentos difíceis. Esse também vai passar.

Desejamos um bom mês de junho para todos.

Obrigado pela paciência e por investirem junto conosco!

Economia

Como se diz no sul: vai ser uma “barbada”.

Há quem diga que o desafio fiscal do Brasil se resolve facilmente, com duas ou três medidas de corte de gastos e uma boa “dose de vontade”. Esse é o tipo de declaração que soa descontraído em um churrasco com amigos enquanto se assiste a um jogo na TV, mas não se sustenta ao primeiro contato com os dados. O orçamento fiscal brasileiro não é um nó que se desfaz nem com ½ dúzia de gestos. É um emaranhado de compromissos constitucionais, pressões demográficas, decisões judiciais e escolhas políticas acumuladas ao longo de décadas. Tratar sua complexidade como um problema de gestão simples não é apenas tecnicamente equivocado, é politicamente irresponsável. Comecemos pela estrutura de despesa. O orçamento federal de 2026 tem sua distribuição dominada por três grandes blocos: a Previdência Social, com 43% do total; o grupo denominado de “outras despesas” exatamente porque contempla uma gama de gastos como seguro-desemprego, FUNDEB, sentenças judiciais como os precatórios, BPC e demais, com 26% do total; e gasto com pessoal e encargos, com 17%. A sobra de caixa para que o Governo tenha liberdade de escolha onde gastar, ou até não gastar e poupar, é de apenas 9% do orçamento (era de 14% em 2014). Ou seja, a parte que, tecnicamente, seria a mais fácil de ajustar, era R$ 280 bilhões e, hoje, está em R$ 230 bilhões. Ainda é um número substancial, mas, mesmo assim, politicamente difícil de ajustar, uma vez que R$ 105 bilhões são destinados à saúde e educação. Então vamos olhar para outros gastos. Alguém sabe quanto custa manter a máquina do Estado funcionando? Sabe aqueles gastos com cafezinho, aluguel de carros, viagens, energia e tudo o mais? Olha, não é pouco. São R$ 72 bilhões por ano. Somente em viagens e diárias, o Governo Federal gasta, por ano, quase R$ 4 bilhões e outros R$ 3 bilhões em energia elétrica. Será que não dava para colocar placas solares para reduzir isso ou, então, para sair apenas do discurso, tentar passar a mensagem de que o Estado se preocupa com o meio ambiente? De quebra, ainda poderia adotar carros elétricos e reduzir o gasto de R$ 1,1 bilhão por ano com combustíveis e lubrificantes. E mais, você saberia explicar um gasto de R$ 1,8 bilhão em serviços bancários? Então vamos analisar uma conta maior: pessoal e encargos, atualmente em R$ 438 bilhões, um patamar de R$ 35 bilhões acima do verificado no ano de 2022. Esse seria o tamanho de um possível ajuste se voltarmos apenas 4 anos no tempo. Não é irrelevante, mas também não é simples de se fazer, envolvendo negociação de carreiras, benefícios concedidos, contratações desnecessárias ou até algumas revisões constitucionais. E precisa ser feito de forma cirúrgica, analisando cada Ministério ou repartição pública e sempre flertando com a corporação e o risco de greves. E mesmo todo esse esforço de economia em um orçamento total de R$ 2,6 trilhões representa apenas 1,3% e, do ponto de vista macroeconômico, apenas 0,3% do PIB. Mas há, também, outras contas que, ao serem analisadas, fica difícil explicar o porquê de cresceram tanto. O seguro-desemprego, por exemplo, está R$ 10 bilhões acima de 2022 mesmo com o IBGE mostrando taxas de desemprego nas mínimas históricas. O BPC – Benefício de Prestação Continuada, o valor de um salário-mínimo pago para quem tem mais de 65 anos ou deficiência, e comprovadamente é de família de baixa renda, aumentou em R$ 40 bilhões nesses 4 anos. O que aconteceu com o Brasil em um período tão curto de tempo? A pobreza floresceu a ponto de ser necessário destinar R$ 60 bilhões a mais em programas como o Bolsa Família? Além do Bolsa Família, têm também os gastos com assistência social que somam R$ 11 bilhões, quase o dobro do que era em 2022. E eu quero aqui fazer um parêntesis sobre esse item. A assistência social também conta com R$ 35 bilhões dos municípios todo ano. E, mesmo com essa montanha de recursos, a sensação é que o brasileiro está mais doente. Nesse mesmo período, nunca gastamos tanto com saúde. São R$ 90 bilhões por ano a mais e, mesmo assim, o que mais se lê e escuta são reclamações sobre atendimento nos postos de saúde, médicos sem receber e pessoas perdendo a vida à espera de atendimentos. Deixei por último a conta mais pesada de todas: a Previdência Social, com R$ 1,1 trilhão em gastos todo ano. Essa não para de crescer por dois motivos óbvios: i) a população está envelhecendo; ii) reajustes do salário-mínimo acima da inflação. Em quatro anos, são 4 milhões a mais de beneficiários do INSS, atingindo 41,5 milhões de pessoas. Mas acredite, somente 17% desse total são aposentados por tempo de contribuição, metade do número de pessoas aposentadas por idade que, obviamente, não contribuíram o suficiente. Todo o resto do gasto do INSS é auxílio, distribuído em saúde, acidentário, idoso, maternidade, reclusão e invalidez. Uma proposta de ajuste fiscal pode escolher dar reajuste do salário-mínimo apenas na magnitude da inflação, mas vai, certamente, atingir a parcela da população de menor renda e que é muito importante para diversas famílias. Agora, vamos aos impactos macroeconômicos. De tudo o que disse aqui, imagine uma tesoura grande, de um Governo cirúrgico, mas que esteja disposto a comprar uma briga com os funcionários públicos limitando o reajuste de salários ao IPCA (como a maioria dos trabalhadores no mercado formal), eliminando cargos, reduzindo gastos da máquina pública, como viagens, otimizando os gastos com saúde, assistência social e bolsa família. Seria possível poupar algo próximo de R$ 217 bilhões em um ano. Mas, como estamos com R$ 148 bilhões de déficit, isso significa que o resultado positivo seria de apenas R$ 69 bilhões, ou seja, pífios 0,5% do PIB! Eu admiro o otimismo de quem acredita que a solução da atual situação fiscal seria “uma barbada” de ser resolvida. Mas a realidade que se desenha é outra.

Estratégia Vokin GBV Aconcágua

Em maio, o Ibovespa recuou principalmente em razão da retirada de R$ 14,9 bilhões por investidores estrangeiros, após o fluxo acumulado desses investidores atingir um pico de entrada de, aproximadamente, R$ 56 bilhões em meados de abril. Parte desses recursos migrou para empresas de tecnologia na Coreia do Sul, em Taiwan, nos Estados Unidos, entre outros mercados.

No exterior, o noticiário sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã continuou dominando as manchetes econômicas, com inúmeros rumores sobre um possível acordo entre as partes que, posteriormente, não se concretizaram. O preço do petróleo apresentou forte volatilidade ao longo do mês, permanecendo em patamar elevado, próximo de US$ 100 por barril. O prolongamento do conflito reduziu as expectativas de cortes de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Nos EUA, o mercado já passou a cogitar, inclusive, uma elevação dos juros no início do próximo ano. Os Treasuries de 30 anos atingiram níveis não observados há cerca de duas décadas, com taxas superiores a 5%. No Brasil, o mercado passou a precificar apenas um ou dois cortes de juros até o final do ano, menos do que se esperava no início de 2026.

Na política doméstica, também tivemos um mês movimentado, com impactos relevantes sobre os preços dos ativos. O vazamento da conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, na qual o parlamentar solicitou recursos para financiar um filme sobre seu pai, trouxe perdas de intenção de voto para sua campanha. Entre as diversas pesquisas divulgadas ao longo do mês, a média indicou uma redução de, aproximadamente, cinco pontos percentuais em seu desempenho nas simulações de segundo turno contra Lula. Há um mês, ambos apareciam tecnicamente empatados.

Por sua vez, Lula continuou implementando medidas voltadas a diferentes segmentos do eleitorado, com vistas às eleições. Entre elas, destacam-se: o fim da escala 6×1, aprovado pela Câmara dos Deputados no final do mês e remetido ao Senado; a zeragem da chamada “taxa das blusinhas”; o Novo Desenrola Brasil; e o Move Brasil, voltado a caminhões, ônibus, taxistas e motoristas de aplicativos. Todos esses programas foram implementados por meio de medidas provisórias ao longo de maio.

O Vokin GBV Aconcágua e o Vokin GBV Aconcágua 30 encerraram o mês com retornos de -5,32% e -5,31%, respectivamente, enquanto o Ibovespa registrou queda de -7,22%.

Neste mês, falaremos um pouco sobre nossa posição em JSL. A companhia é líder no pulverizado mercado brasileiro de logística, detendo cerca de 2% de participação em um setor estimado em R$ 1,3 trilhão. Entre seus principais clientes estão empresas de grande porte que acumulam dezenas de contratos e décadas de relacionamento com a companhia. Destacam-se os segmentos de Alimentos e Bebidas, Papel e Celulose e Automotivo, que, juntos, representam 56% da receita líquida de serviços.

No final do ano passado, a companhia reformulou a divulgação de seus resultados, passando a reportar três unidades de negócios: Serviços Dedicados (transporte de cargas), Intralog (armazenagem e intralogística) e JSL Digital (fretes pontuais no modelo asset light via plataforma digital). O principal destaque é a Intralog, que passará a operar com CNPJ próprio e já soma R$ 2,3 bilhões em receita bruta anual, CAGR de 18%, margem EBITDA superior a 25% e ROIC acima de 20%. A companhia destaca o forte crescimento desse segmento, que conta com perspectivas favoráveis para os próximos anos e já possui mais de 2,3 milhões de metros quadrados sob gestão.

Outro fator transformacional para a companhia tem sido sua estratégia de se tornar mais leve em ativos. Desde a reorganização societária realizada em 2020, o investimento líquido anual girava em torno de R$ 1 bilhão. Somado às aquisições realizadas até 2023, esse movimento pressionou a dívida líquida e a alavancagem financeira, além de gerar a necessidade de venda recorrente de ativos usados em larga escala.

A partir do final de 2024, a companhia passou a optar pela locação dos ativos em mais de 70% dos casos, realizando investimentos apenas quando a aquisição se mostrava economicamente mais vantajosa do que o aluguel. Como consequência, o investimento líquido anual foi reduzido para, aproximadamente, R$ 150 milhões, aumentando significativamente a geração de caixa após o pagamento dos juros. A alavancagem financeira caiu 0,5 vez o Ebitda entre o primeiro trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026 e deverá continuar recuando nos próximos trimestres.

Considerando os preços de fechamento de 1º de junho, a empresa negocia a um atrativo retorno do fluxo de caixa livre projetado para 2026 de 17,4%, percentual que poderá ser ainda maior dependendo do nível de investimentos executado até o final do ano.

Para os próximos meses, será importante acompanhar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, eventuais novas medidas do Governo Federal com impacto fiscal e eleitoral e a evolução das principais candidaturas à Presidência da República, bem como os ruídos políticos que possam afetar cada uma delas.

Vokin K2 Long Biased FIA

A Suzano comunicou que foram obtidas todas as aprovações das autoridades concorrenciais previstas como condições precedentes no Equity and Asset Purchase Agreement celebrado entre a Suzano International Holding B.V., na qualidade de compradora, e, na qualidade de vendedora, a Kimberly-Clark, para a aquisição de 51% do capital social de uma nova sociedade constituída na Holanda. A expectativa é de que o fechamento da operação ocorra no terceiro trimestre de 2026. A sociedade alvo será titular dos ativos relativos aos negócios de fabricação, marketing, distribuição e/ou venda de produtos “tissue”, tais como papel higiênico, toalhas de papel, guardanapos, lenços de papel, bem como outros produtos de papel. Em outro comunicado, a companhia informou que suas metas de dívida líquida e alavancagem são de, respectivamente, (a) USD 11 bilhões e (b) abaixo de 2,5, com expectativa de atingimento ao longo dos exercícios sociais de 2027 e 2028.

A Azzas informou ter tomado ciência de decisão liminar proferida pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, no âmbito de ação cautelar pré-arbitral movida por Roberto Jatahy contra Alexandre Birman. A decisão determina a manutenção da estrutura organizacional e do modelo operacional vigentes até 22 de abril de 2026 nas unidades de vestuário feminino e masculino da companhia. Além disso, estabelece a permanência de Roberto Jatahy no cargo de Chief Brand Officer, atribuindo-lhe interinamente a responsabilidade pela gestão dessas unidades de negócio. A companhia esclareceu que suas operações seguem normalmente e que não são esperados impactos relevantes decorrentes da decisão.

O Itaú aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio, no montante bruto de R$ 3,99 bilhões, relativos ao exercício de 2026. O valor líquido a ser distribuído é de R$ 0,29 por ação ordinária ou preferencial e beneficiará os acionistas detentores de posição acionária registrada em 18 de junho de 2026, com o pagamento ocorrendo até 31 de agosto de 2026.

A LOG informou que avançou com a venda de 11 ativos para o Itaú LOG CP FII, mediante a celebração de Instrumento Particular de Compromisso de Venda e Compra de Imóveis e Quotas e Outras Avenças. O valor da transação é de R$ 1 bilhão e abrange uma ABL total de 332,8 mil m², o equivalente a R$ 3.065/m². A transação representa uma margem bruta de 33%, sendo a maior operação de venda já realizada pela LOG. Em outro comunicado, a companhia informou a aprovação do pagamento de R$ 31,8 milhões, a título de dividendos intermediários, correspondente ao valor total de R$ 0,36 por ação ordinária. Os dividendos serão pagos com base na posição acionária de 13 de maio de 2026, com o pagamento ocorrendo em 30 de junho de 2026. Ainda, a companhia informou a aprovação de um novo programa de recompra de ações, com prazo máximo de 18 meses e aquisição de até 5 milhões ações ordinárias de emissão da companhia.

A Vamos anunciou a aprovação da homologação do aumento de capital da companhia, uma vez que todas as 155,8 milhões novas ações da companhia foram subscritas, totalizando o montante de R$ 600 milhões. O capital social da Vamos passou de R$ 1,01 bilhão para R$ 1,16 bilhão, representado por 1,2 bilhão de ações ordinárias. A empresa também anunciou um novo programa de recompra de ações, com a companhia podendo adquirir até 36,8 milhões ações ordinárias de sua própria emissão, representativas de 7% do total de ações da companhia em circulação. O programa terá prazo de 18 meses, encerrando em novembro de 2027. Ainda, a companhia anunciou que Christian Hahn da Silva, atualmente diretor executivo da AUTOMOB, foi eleito para o cargo de CEO, substituindo Gustavo Henrique Braga Couto, que deixa a companhia.

A JSL aprovou novo programa de recompra de ações, podendo adquirir até 13 milhões de ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, representativas de, aproximadamente, 18,4% do total de ações da companhia em circulação. A liquidação das operações de compra de ações será realizada no prazo máximo de 18 meses. Em outro comunicado, a companhia informou que a BNDESPAR exerceu a opção de compra que a SIMPAR outorgou a ela no contexto dos compromissos de investimento da BNDESPAR nas companhias do Grupo SIMPAR. A SIMPAR alienou à BNDESPAR 14,2 milhões ações ordinárias de emissão da JSL, que representam uma participação de 5% do capital social, pelo preço de R$ 6,22 por ação, totalizando R$ 88,7 milhões.

A Grazziotin comunicou o fim do prazo para o exercício do direito de preferência na subscrição das ações ordinárias de emissão da companhia a serem emitidas no âmbito do aumento de capital. Durante o período, foram subscritas 704,6 mil ações ordinárias e 576,2 mil ações preferenciais, ambas ao preço de emissão de R$ 25,37 por ação, totalizando o valor de R$ 32,4 milhões. Não foram subscritas 127,2 mil ações ordinárias e 562,6 mil ações preferenciais, com possibilidade de subscrição de sobras.

Vokin Everest FIC FIM

Comentários dos Gestores

Maio foi mais um mês de bastante instabilidade nos mercados financeiros e que geraram, inclusive, alguns movimentos atípicos nos ativos. Nos Estados Unidos, apesar de a divulgação do índice de preços ao consumidor (PCE) ter sido em linha com a expectativa do mercado (+3,8% no acumulado de 12 meses, sendo +3,3% excluindo alimentos e energia), é o maior nível em quase três anos e reflete os impactos iniciais da interrupção do transporte marítimo no Estreito de Ormuz sobre o preço do petróleo, fertilizantes e outras mercadorias.

A atualização das projeções de inflação nos Estados Unidos tem consolidado a expectativa de manutenção da taxa básica de juros ao longo de todo ano, inclusive já com algumas previsões de possível elevação, assim como vem deteriorando os indicadores de confiança do consumidor, trazendo volatilidade para o mercado de juros e fortalecendo o dólar.  As atenções, agora, estão voltadas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc) em meados de junho, a primeira sob a presidência de Kevin Warsh. Esse ambiente econômico, ainda influenciado pelo impasse nas negociações para um acordo definitivo do conflito no Irã, e que tem mantido os preços do petróleo em patamares elevados, levou os níveis de aprovação do Presidente Donald Trump para as mínimas desde o início do mandato. O mercado de ações do país, por outro lado, bateu novos recordes, impulsionado pela divulgação de resultados corporativos acima das expectativas e, ainda, influenciado pelas perspectivas otimistas quanto ao desenvolvimento de tecnologias relacionadas à inteligência artificial.

Já no Brasil, o Ibovespa teve uma correção importante ao longo de todo mês, impactado, principalmente, pela rápida reversão no fluxo de investimento estrangeiro (R$ 14,9 bilhões de saldo negativo no mês, acumulando ainda R$ 41,6 bilhões de saldo positivo no ano), também explicado pela piora no quadro inflacionário, possivelmente limitando o ciclo de cortes na taxa Selic, e a recuperação nos indicadores de popularidade do Presidente Lula. O índice encerrou o mês com queda de -7,22%, maior queda mensal desde fevereiro de 2023. O dólar apresentou valorização de +1,66% frente ao real e houve leve fechamento da curva de juros reais, representando alta de +0,31% no índice IMA-B.

O fundo Everest encerrou o mês com alta de +0,31%, ante +1,07% do CDI, acumulando, nos últimos 12 meses, alta de +12,22% ante +14,75% do CDI. Os fundos multimercados macro apresentaram resultados relativamente próximos ao CDI, porém com maior dispersão entre os retornos, principalmente em função da volatilidade no mercado de juros. Contribuíram para o desempenho abaixo do CDI do Everest, no mês, a posição direcional em juros reais (IMA-B) e os fundos com exposição direcional em ações no Brasil. Os melhores desempenhos no mês vieram dos fundos multimercado macro Kapitalo Zeta (+2,97%), Ibiúna STH (+1,62%) e SPX Nimitz (+1,20%). Os piores desempenhos vieram do fundo de ações long & short Ibiúna STLS (-5,77%), do fundo de ações long only Vokin GBV Aconcágua (-5,31%) e do fundo de ações long biased SPX Falcon (-2,23%).

Durante o mês, foi efetuada redução da posição no multimercado macro Ibiúna STH em função de seu desempenho relativo e aumentada, marginalmente, a posição direcional em juro real através de fundo IMA-B.

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