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Carta 213Outubro 2022

Comentário do gestor

Prezados Coinvestidores,

Em outubro, nosso Fundo Multimercado Vokin Everest completou 23 anos. Desde o início, em 14/10/1999, nosso objetivo é superar o CDI com baixa volatilidade (baixo risco), alocando recursos em diversos dos melhores fundos, de diferentes estratégias e gestores, do Brasil.

Nesses 23 anos, o Fundo rende 1.608,45%, ou seja, R$ 100.000,00 (Cem mil reais) investidos no fundo em outubro de 1999 valem hoje R$ 1.708.450,00 (Um milhão, setecentos e oito mil e quatrocentos e cinquenta reais).

Esse rendimento do Fundo Everest equivale a 125,5% do CDI destes 23 anos. E neste ano de 2022 o Fundo rende 13,1%, 131% do CDI, de 10% até aqui no ano.

Temos atingido nossos objetivos!

E seguimos trabalhando, dia a dia, com a mesma determinação e humildade, para entregarmos resultados acima da média a quem nos honra com a confiança em nosso trabalho.

Nossos Fundos de Ações Vokin GBV Aconcágua e Vokin K2 também superaram o Ibovespa no mês de outubro, rendendo +9,54% e +6,85% respectivamente, período em que o Ibovespa rendeu +5,45%. No acumulado do ano estamos com +15,18% e +15,63%, respectivamente, e o Ibovespa com +10,70%.

Sempre pensamos em nossos investimentos num horizonte de longo prazo, e como é bom ver nossos investimentos rendendo bem, com paciência e cuidado, no longo prazo.

Nesses 23 anos, passamos por muitas crises e muitos governos, mas sempre procuramos encontrar o caminho, com racionalidade, para fazermos bons investimentos e buscarmos boa rentabilidade.

Desde o início deste ano eleitoral já vínhamos preparando a carteira dos fundos para qualquer cenário.

Uma lição que já aprendemos há muito tempo é que um gestor nunca pode virar torcedor de suas posições. A racionalidade deve sempre guiar as decisões de investimentos.

Falando um pouco sobre as eleições presidenciais deste ano:

No primeiro turno, Lula terminou com 48,43% dos votos válidos (57.259.504) e Bolsonaro com 43,20% (51.072.345), uma diferença pró Lula de pouco mais de 6 milhões de votos.

No segundo turno, Lula terminou com 50,90% dos votos válidos (60.345.999) e Bolsonaro com 49,10% (58.206.354), uma diferença de pouco mais de 2 milhões de votos.

Essa foi a disputa mais apertada desde a redemocratização!

Se somássemos os votos de Simone Tebet, candidata do MDB e terceira colocada no primeiro turno (4,16% dos votos válidos, ou 4.915.423 votos) e os votos de Ciro Gomes, do PDT e quarto colocado (3,04% dos votos válidos, ou 3.599.287 votos), ambos apoiadores de Lula no segundo turno, a diferença que havia sido de pouco mais de 6 milhões deveria subir para mais de 13 milhões de votos, mas caiu para pouco mais de 2 milhões, mostrando a força de Bolsonaro.

Bolsonaro fez mais votos como derrotado em 2022 do que quando vitorioso em 2018, quando venceu com 57.797.847 votos (55,13% dos votos válidos em 2018).

Lula e Bolsonaro são os maiores líderes políticos do Brasil atualmente.

Lula assumirá a presidência em janeiro, e Bolsonaro deverá seguir como principal líder da oposição, mesmo sem mandato, na esperança de voltar a disputar a presidência em 2026.

Nos próximos dias, estaremos atentos à formação do novo governo, ministérios, presidentes de estatais e líderes do governo na Câmara e no Senado e, especialmente, na questão da manutenção da responsabilidade fiscal, que afeta o mercado tanto de renda fixa como de renda variável.

Hoje, a dívida bruta brasileira está em 77% do PIB, menor do que em 2020, durante a Pandemia, mas acima dos níveis pré-pandemia e acima de países como o México e o Chile.

Para gastar mais, e atender promessas de campanha, o novo governo vai precisar do Congresso desde já, para o orçamento de 2023.

Não sabemos se ou como o Teto de Gastos será mantido, mas sabemos que um mínimo de responsabilidade fiscal será cobrada pelos investidores que compram a dívida brasileira.

Seguimos com um otimismo cauteloso. Se, por um lado, o pós eleições indicou que investidores estrangeiros se animaram com o resultado (e investidores estrangeiros representam boa parte do volume da B3), por outro, queremos acompanhar com cautela a formação e diretrizes do novo governo e o respectivo impacto em cada uma de nossas posições.

O ruído do processo eleitoral passou! E muita preocupação já estava no preço!

Agora é seguir olhando para a frente, acreditando no Brasil, na democracia, na liberdade e, especialmente, no nosso trabalho de análise e alocação de recursos.

Se continuarmos diligentes em nossos valuations e em comprar bem, com o tempo, o preço das empresas converge para o valor e sempre seremos recompensados pela paciência e resiliência. Desejamos um ótimo mês de novembro para todos, com muita saúde, sabedoria e paz.

Economia

E agora?

Logo após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais começaram as especulações sobre nomes que irão compor o atual Ministério da Economia, o que poderia dar o “aval” para a responsabilidade fiscal e acalmar investidores. Mas como acreditar que esse “nome” emprestado seria garantia suficiente em um cenário onde o próprio “chefe” já sinaliza que quer gastar mais? É o típico: “dá com uma mão, tira com a outra”. No atual caso, me parece mais que a retirada pode ser com várias mãos, uma vez que a demanda de gasto adicional, além do que está aprovado para 2023, passa dos R$ 100 bilhões com a justificativa de que é necessário honrar compromissos de campanha. Vamos entender um pouco esse cenário fiscal e o tamanho do desafio pela frente. O ano de 2022 tem sido bom para as contas públicas como apontam os dados do Tesouro Nacional. Nos últimos 12 meses terminados em setembro, atingiu-se um superavit primário de R$ 86 bilhões explicado basicamente por três fatores: i) melhora da arrecadação, com +8,7% acima da inflação – o que dá perto de R$ 110 bilhões que entraram nos cofres públicos a mais do que no mesmo período de 2021; ii) receitas  adicionais  de  R$150 bilhões especialmente com as concessões e pagamentos de dividendos das estatais, um recorde. Só a Petrobras, nos últimos 12 meses, transferiu para o Tesouro Nacional na forma de dividendos pouco mais de R$ 62 bilhões; iii) corte de gastos de R$ 50 bilhões e que não foram exclusivamente para a parte de enfrentamento da Covid, mas atingiu as despesas com pessoal que foram reduzidas em R$ 28 bilhões. Mas, sabe aquelas letrinhas pequenas no rodapé: “desempenho passado não é garantia de desempenho futuro”? É assim que devemos olhar as perspectivas fiscais para 2023. E assinalo aqui apenas alguns dos principais pontos. Primeiro, pelo lado da receita: i) a desaceleração do PIB (estimativa de +0,6% em 2023) vai, inevitavelmente, reduzir a dinâmica da arrecadação que deve ficar praticamente no mesmo patamar de 2022; ii) a estabilidade ou queda do preço do petróleo enseja menores repasses de dividendos; iii) há desonerações tributárias federais previstas para 2023 que, se mantidas, podem reduzir ainda mais a arrecadação, como foi a redução linear de 35% no IPI; iv) o orçamento não prevê o reajuste da tabela do IR para pessoas físicas, uma proposta de campanha que representa entre R$ 64 bilhões e R$ 188 bilhões a menos de imposto a pagar pelos contribuintes, a depender do percentual de reajuste e as faixas atendidas. Mas há, também, muitos desafios pelo lado da despesa: i) há uma demanda represada para reajustes do funcionalismo público que vai além dos R$ 11 bilhões reservados no orçamento e pode chegar a R$ 67 bilhões; ii) as projeções menores para o IPCA de 2022 resultam em um teto de gastos mais baixo, diminuindo ainda mais a margem de manobra do Governo para alocar novos gastos e, o mais importante; iii) encaixar no orçamento de 2023 o Auxílio Brasil no valor de R$ 600/mês para cerca de 21 milhões de famílias, o que dá mais ou menos R$ 51,8 bilhões adicionais. Apesar de não ser a rubrica com o maior valor discutido no orçamento, em uma década os gastos sociais relacionados ao bolsa família e ao auxílio emergencial passaram de R$30 bilhões para perto de R$97 bilhões (projeções para encerramento de 2022). E talvez esse seja, dentre todos os pontos aqui assinalados, o que deve realmente ganhar um asterisco para o novo Governo pela importância social e política. Iniciar um ciclo de quatro anos reduzindo a menos da metade as transferências prometidas em campanha em uma área sensível como essa vai ter implicações negativas na popularidade. Por isso que o futuro Governo já está “governando”, na tentativa de resolver alguns desses problemas ainda nesse ano para não correr o risco de ter que negociar com a nova composição do legislativo – claramente com mais resistências – e, inevitavelmente, ver os recursos cessarem durante alguns meses até que se tenha a acomodação das “cadeiras”. Um aspecto fica muito claro em tudo isso que foi dito aqui: as propostas de campanha e a demanda social não cabem no orçamento. Se escolhermos o caminho de aumentar o tamanho do Governo para acomodar essas demandas, a economia vai cobrar seu preço no futuro, seja na forma de mais endividamento, mais tributos, juros maiores e menor crescimento. Ou tudo junto. Agora que vamos descobrir se a independência do Banco Central é tupiniquim ou não.

Vokin GBV Acon cá gua FIC FIA

Comentários dos Gestores

O Ibovespa fechou outubro com seu quarto mês consecutivo de alta. O mês foi marcado pela disputa eleitoral para presidência, a apreensão do mercado quanto à política fiscal de um governo Lula e a possibilidade de contestação do resultado eleitoral caso Bolsonaro perdesse o pleito. Logo no início do mês, Bolsonaro angariou o apoio dos governadores Zema em Minas Gerais e Rodrigo Garcia em São Paulo, enquanto Lula conseguiu apoio das duas principais candidaturas que haviam sido derrotadas no primeiro turno, a de Simone Tebet e Ciro Gomes.

Com o objetivo de ganhar o pleito, ambos prometeram ainda mais gastos públicos para conquistar eleitores. Bolsonaro anunciou um 13º para as mulheres que recebem o Auxílio Brasil, a inclusão de 500 mil pessoas que estavam na fila dele, crédito consignado aos beneficiários do programa, através da Caixa Econômica Federal, e uma parcela extra do auxílio-taxista. Lula prometeu a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$5mil e R$150 reais a mais por criança no Auxílio Brasil, que voltaria a se chamar Bolsa Família.

A duas semanas da eleição, o mercado começou a precificar uma maior probabilidade do atual presidente se reeleger, o que fez as estatais, como Petrobras e Banco do Brasil, dispararem e a bolsa brasileira subir, pois esperava-se por privatizações em um segundo mandato. Apesar das promessas de ambos serem de aumentos de despesas, o mercado confiava que a substituição do teto de gastos por uma outra regra crível seria mais provável em um governo Bolsonaro, afinal Paulo Guedes já havia sinalizado alternativas, como a meta ser baseada na dívida pública/PIB, enquanto Lula não mostrava seu plano econômico nem seu futuro ministro da economia. Na última semana, o episódio envolvendo a prisão de Roberto Jefferson, em que ele atirou nos policiais, contribuiu para o mercado desfazer as apostas na reeleição e fizeram as estatais caírem novamente.

Nesse contexto, tínhamos uma carteira diversificada em termos de fatores de risco e que possuía empresas que há tempos enxergávamos com bom upside e que, adicionalmente, poderiam se beneficiar de uma eleição de Lula, como Ser Educacional, Iochpe e Suzano. A primeira, por ser uma empresa de educação superior majoritariamente com alunos no Nordeste e a segunda e terceira por terem seus resultados mais relacionadas com o mundo do que com o Brasil. Também tínhamos pequenas posições em empresas que poderiam ser privatizadas caso Bolsonaro ganhasse o pleito, como Banco do Brasil e Petrobras. Independente de como elas se comportariam caso um ou outro se elegesse,

em comum, todas possuíam upsides com base em nossas análises minuciosas e que comtemplavam os cenários e as probabilidade de ambos resultados.

No mês, o Vokin GBV Aconcágua fechou com resultado de 9,54%, enquanto o Ibovespa fechou com 5,45%.

No dia 30/10, Lula foi eleito presidente do Brasil com 50,9% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro fez 49,1% dos votos. No último dia do mês, primeiro após a eleição, a bolsa subiu, o dólar e os juros longos caíram, mostrando que os investidores não se preocuparam tanto com o resultado em um primeiro momento. Com o congresso majoritariamente de centro direita, é possível que Lula tenha que fazer um governo mais ao centro. No entanto, não podemos negligenciar os dois riscos citados no início da carta e que já eram sabidos mesmo antes do resultado: turbulências oriundas de contestações do pleito e o risco fiscal com Lula na presidência.

No mercado externo, por conta do risco inflacionário, os juros futuros americanos de 10 anos bateram mais um recorde no final de outubro, com o maior nível desde o final de 2007, quase 15 anos atrás, atingindo 4,25%. Na Europa, a inflação de alimentos, energia e transportes permanece elevada e o conflito na Ucrânia não dá sinais de melhora, onde houve, inclusive, recrudescimento após o ataque à ponte que liga a Crimeia à Rússia. Na China, o congresso quinquenal do partido comunista elegeu Xi Jinping para um terceiro mandato que focará em maior autossuficiência nacional e que lhe conferiu mais poderes. A possibilidade de uma mão mais pesada do Estado fez as ações de tecnologia chinesa caírem fortemente na bolsa de Nova Iorque. Todos esses eventos devem trazer um arrefecimento do crescimento global para o ano que vem.

O principal ponto de atenção nos próximos meses será o arcabouço fiscal que Lula trará para seus próximos 4 anos. Alguns políticos do partido, como a presidente Gleisi Hoffmann, defendem, simplesmente, a revogação da regra atual, enquanto economistas do partido defendem a fixação de bandas para a meta fiscal que possam ter efeitos contracíclicos, aumentando o gasto quando a arrecadação cai, ou uma regra que permita que os gastos cresçam um pouco acima da inflação. Outros aliados, como Henrique Meirelles, defendem apenas um waiver para o próximo ano, no valor de R$100 bilhões.

Vokin K2 Long Biased FIA

Comentários dos Gestores

A Suzano anunciou a aquisição da Kimberly Clark Brasil por US$ 175 milhões, valor que equivale a R$ 931 milhões pelo câmbio de R$ 5,32 na data do anúncio. Com a transação, a Suzano busca aumentar sua atuação no mercado de tissue, tornando-se responsável pela fabricação e distribuição das marcas “Neve” e “Kleenex” no país e pelo licenciamento das marcas globais da Kimberly Clark por tempo determinado, aumentando sua capacidade de produção em 130 mil toneladas. A companhia também aprovou um novo programa de recompra de ações, válido até abril de 2024, no qual poderá adquirir até 2,9% das ações em circulação, totalizando aproximados R$ 1,2 bilhão na data de aprovação.

A Tim iniciou, juntamente com Vivo e Claro, um procedimento na Câmara de Arbitragem do Mercado da B3 contra a Oi para que seja determinado o valor efetivo do ajuste no Preço de Fechamento na compra da Oi Móvel. As compradoras alegam divergências no valor da operação e supostas violações da vendedora. Contudo, por decisão liminar da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Tim foi determinada a depositar R$ 670 milhões até a posterior decisão do juízo e que seja instaurado o processo de mediação entre as partes.

O Banrisul concluiu o período de manifestação de adesão dos empregados ao Programa de Desligamento Voluntário, por meio do qual 511 funcionários demonstraram interesse. O plano contém a cláusula de quitação total do contrato de trabalho e foi firmado por intermédio de Acordo Coletivo de Trabalho realizado com entidades sindicais. Com isso, a companhia irá adotar as medidas cabíveis para prosseguir com os desligamentos, que deverão ocorrer entre abril e agosto de 2023. O Banco também encerrou um processo licitatório para adquirir energia elétrica renovável, vencido pela 2W Energia, que irá suprir aproximadamente 100 agências até dezembro de 2031 pelo Mercado Livre de contratação, gerando uma economia estimada de R$ 47 milhões durante o período.

A Itaúsa alienou 6,5 milhões de ações Classe A da XP pelo valor aproximado de R$ 660 milhões. A venda corresponde a 1,17% do capital da XP, excluindo ações em tesouraria, e irá impactar positivamente nos resultados da holding em R$ 300 milhões no quatro trimestre, líquidos de impostos. Deste modo, a companhia ainda detém 9,17% do capital da XP e 3,27% de seu capital votante. A Itaúsa reforça que a alienação está alinhada com a estratégia de reduzir participação na XP por não se tratar de um ativo estratégico, à medida que também reforça seu caixa e aumenta seu nível de liquidez.

A Blau firmou uma nova parceria de longo prazo com a JSR Life Sciences para o desenvolvimento de medicamentos indicados para oncologia e inflamações, por meio do investimento estimado de US$ 100 milhões em 10 anos. O contrato prevê a transferência de tecnologia da JSR para a Blau, incluindo linhas de células, dados analíticos, metodologias e processos, que irá produzir os medicamentos na sua planta em Cotia. Inicialmente, serão desenvolvidos quatro anticorpos monoclonais que, segundo o IQVIA, estão entre as moléculas de maior mercado endereçável do mundo totalizando US$ 42 bilhões, sendo R$ 4 bilhões no Brasil. A Blau também anunciou a aquisição de 100% do capital social do Laboratório Bergamo por US$ 28 milhões. Em 2021, o Laboratório apresentou Receita Líquida de R$ 185 milhões e produziu 2,2 milhões de medicamentos. Com a aquisição, a Blau ampliará tanto sua participação no mercado de biológicos e oncológicos quanto seu portfólio de produtos.

A Bemobi encerrou seu segundo programa de recompra de ações e aprovou um terceiro válido por 18 meses. No programa finalizado, foram adquiridas 1,9 milhão de ações ordinárias que totalizam 3,9 milhões em tesouraria, o equivalente a 4,3% das ações de emissão própria. Já no programa novo, poderão ser adquiridas até 5 milhões de ações que representam aproximados R$ 83 milhões na data de aprovação, contemplando a rolagem de 3,7 milhões delas via contratos de derivativos.

O Assaí comunicou que o Casino, seu acionista controlador, iniciou estudos para vender uma parcela da participação que detém na companhia por US$ 500 milhões, valor que poderá ser aumentado a depender das condições de mercado. O grupo francês possui 41% do capital social do Assaí e, caso a operação seja implementada, ocorreria através de uma oferta pública secundária que poderia ser concluída até o final de novembro. A companhia também informou que Ronaldo Iabrudi deixará o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração, que será ocupado por Philippe Alarcon em diante. Ainda diante das alterações de governança, o Diretor Presidente do Assaí, Belmiro Gomes, passará a compor o conselho da companhia.

Vokin Everest FIC FIM

Comentários dos Gestores

Após uma sequência de meses com desempenho negativo nas principais bolsas globais, houve uma recuperação nos mercados e com certa redução no nível de volatilidade em outubro. Nos Estados Unidos, os indicadores de inflação e nível de emprego seguem pressionados, reforçando o movimento de continuidade da alta da taxa de juros nas próximas reuniões do Federal Reserve. Os títulos de 10 anos superaram o patamar de 4,0% a.a., voltando ao nível que estavam em meados de 2008, o que tem reforçado também a tendência de fortalecimento do dólar frente à diversas moedas no mundo. Em um mês sem grandes destaques internacionais no âmbito econômico, dois eventos políticos acabaram ganhando relevância: a renúncia da primeira-ministra britânica após apenas

45 dias de mandato, seguido da nomeação de Rishi Sunak, ex-secretário do tesouro, como seu sucessor, e a renomeação do presidente chinês Xi Jinping para seu terceiro mandato, que acabou concentrando ainda mais poderes e com a reunião do Partido Comunista contando com a emblemática retirada do ex-presidente Hu Jintao.

No Brasil, o ambiente político permaneceu dominado pelo embate eleitoral, sendo que os principais indicadores econômicos seguem apresentando uma trajetória positiva principalmente com relação ao nível de emprego, já os dados de atividade e inflação apresentam certa estabilidade. Próximo ao final do mês, e em linha com o esperado, o Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic estável em 13,75% e, também, não trouxe novidades com relação ao comunicado, continuando a perspectiva de estabilidade na taxa provavelmente até meados do ano que vem.

O Ibovespa acabou encerrando o mês com desempenho positivo, alta +5,45%, o dólar se desvalorizou frente ao real (-4,36%) e tivemos queda da curva de juros reais (representando alta de +1,23% no IMA-B). Esses resultados tiveram o impacto do resultado das eleições,

que acabou afetando justamente o último dia do mês. Neste dia, a bolsa encerrou com alta (apesar da queda relevante nas empresas estatais), houve valorização do real frente ao dólar e fechamento da curva de juros reais. Em função da nova composição do Congresso, e do próprio resultado apertado das eleições, é possível que o presidente eleito Lula tenha que fazer “acenos” ao centro para iniciar o mandato com mais governabilidade. Porém, essas sinalizações devem começar com as indicações para composição do quadro de ministros. A maior parte dos pontos relevantes destacados na campanha, como correção da tabela de Imposto de Renda e ampliação dos programas de auxílio, trariam impacto negativo relevante para a situação fiscal e ainda sem contrapartida definida, questões que deverão entrar em pauta já nas discussões de transição de governo.

O Everest encerrou o mês com desempenho bastante positivo, valorização de 1,29%, ante 1,02% do CDI, e acumulando alta de 13,13% no ano, contra 10,00% do CDI, equivalente a 131,3% do CDI no ano. Destaques positivos no mês para os fundos com maior exposição direcional em renda variável, como GBV Aconcágua (+9,54% no mês), SPX Falcon (+8,38%) e IP Value Hedge (+4,05%). Os piores desempenhos ficaram por conta do quantitativo Clave Cortex (-1,23%) e dos multimercados macro SPX Nimitz (-0,90%) e Itaú Hedge Plus (-0,37%). No mês, foram efetuadas duas movimentações na carteira, com a redução parcial dos fundos quantitativos Giant Sigma e Kadima High Vol em função da reavaliação do tamanho da exposição em relação aos resultados.

Não poderíamos finalizar sem deixar de ressaltar as duas importantes marcas atingidas pelo Vokin Everest em outubro: no mês em que completou seus 23 anos de existência, o fundo superou a marca dos R$ 700 milhões de patrimônio. Agradecemos a todos os coinvestidores pela confiança!

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