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Carta 251Dezembro 2025

Comentário do gestor

Prezados Coinvestidores,

Feliz 2026!

Que seja um ano de muita saúde, serenidade e sabedoria para todos nós!

Nos últimos 10 anos, entre 2016 e 2025, tivemos 9 anos de resultados positivos em nossos Fundos de Ações.

Entre 2016 e 2023, foram 8 anos consecutivos de valorizações: +59,49% em 2016; +54,99% em 2017; +4,17% em 2018; +54,32% em 2019; +16,96% em 2020; +4,97% em 2021; +0,15% em 2022; e +23,74% em 2023; levando a uma valorização acumulada de 504,59% em oito anos.

Em 2024, tivemos um resultado negativo de -21,68%.

Em 2025, felizmente, voltamos a ter um resultado bem positivo.

Fechamos 2025 com +31,17% e +31,07% nos Fundos Vokin GBV Aconcágua D15 e D30 – um pouco abaixo do Ibovespa (+33,95%).

O Fundo Vokin K2 terminou o ano com valorização de +28,78%.

Considerando que estamos sempre pensando conservadoramente e, primeiramente, na proteção do patrimônio, entendemos que foi um ótimo resultado e bem acima do CDI, que terminou o ano em +14,25%.

Fomos um  dos poucos brasileiros que aproveitaram a valorização das empresas locais em 2025, eis que a grande maioria dos investidores está alocada em renda fixa, com a Selic nos 15%.

Os maiores compradores de ações brasileira em 2025 foram os investidores estrangeiros, que migraram uma pequena parcela de seus recursos para cá em função da queda de juros nos países desenvolvidos e dos riscos fiscais e geopolíticos mundiais.

Esse pouco para eles foi muito para nossa bolsa, e fez com o que Ibovespa tivesse a melhor valorização desde 2016.

Para 2026, esperamos uma Selic em queda e uma queda de juros futuros – o que poderá impulsionar os investimentos em ações no Brasil dentre investidores locais.

O montante investido em renda fixa no Brasil, hoje, está perto dos R$ 5 trilhões. Caso um percentual pequeno deste montante migre para a renda variável, isto já poderá ser muito positivo para o nosso magro mercado de renda variável.  

Também será um ano de eleições para Presidente, Senadores, Deputados e Governadores- o que poderá trazer à discussão o necessário controle fiscal e as diretrizes para o futuro da economia brasileira.

Hoje, milhões de brasileiros e empresas brasileiras estão sofrendo com os juros altos e o principal motivo para os juros estarem tão altos é a piora das contas públicas. 

Mesmo com vários aumentos de impostos e uma arrecadação fiscal recorde, o Governo tem demonstrado aversão ao controle de gastos e vem aumentando, sistematicamente, as despesas mais do que as receitas. Assim, a dívida segue subindo numa velocidade assustadora.

O déficit nominal (incluindo juros) está em mais de 8% do PIB e a dívida bruta se aproxima dos R$ 10 trilhões (79% do PIB).

Precisamos de um Superávit Primário de, pelo menos, 2% do PIB para baixar a taxa neutra de juros – o que parece bem improvável com a política fiscal atual. Mas a manutenção da política fiscal atual está ficando insustentável. Em algum momento, o Governo precisará apertar o cinto e controlar o gasto público.

Como disse Richard Lamm, ex-governador do Estado do Colorado/EUA: “O Natal é a época em que as crianças dizem ao Papai Noel o que querem e os adultos pagam por isso. Déficits são quando os adultos dizem ao Governo o que querem e seus filhos pagam por isso.”

Mesmo nesse cenário adverso, de juros altos por muito tempo e vento contra, seguimos avançando e ajustando as velas.

No acumulado desde 2016, seguimos bem melhores do que o Ibovespa e do que o CDI – com boa margem.

Hoje, estamos investindo em 22 empresas (Suzano, Farmácias Pague Menos, Iochpe, Blau Farmacêutica, Petrobras, Banrisul, Minerva Foods, Assaí, Azzas, Ser Educacional, Shopping Iguatemi, Hapvida, Brava Energia, Metalúrgica Gerdau, Log Commercial Properties, Banco do Brasil, BB Seguridade, Grendene, Vamos Logística, JSL Logística, Hospitais Mater Dei e Grazziotin).

Estamos com um número maior de posições porque estamos vendo muitas ações baratas. Assim que as primeiras valorizarem para o preço que consideramos justo, passaremos a concentrar investimentos nas demais, sempre pensando na Margem de Segurança de todas as posições.

Durante o ano de 2025, nós vendemos três posições da carteira (Carrefour, Alpargatas e Bradesco) e adicionamos sete novas posições.

Entramos em 2026 com a confiança renovada, nas expectativas da redução nas taxas de juros no Brasil já no primeiro trimestre, mas também cautelosos pela volatilidade que anos eleitorais costumam trazer.

Nosso objetivo é preparar a carteira para qualquer cenário, sempre pensando primeiro na proteção do capital e, depois, na valorização.

Investimos, como vocês sabem, sempre pensando no longo prazo! E sempre pensando primeiro em não perder, para depois pensar em ganhar.

Desejamos um ótimo 2026 para todos nós, especialmente com muita saúde, serenidade e sabedoria.

Abraços a todos e obrigado pela confiança e por investirem junto conosco!

Economia

Dá para prever?

O ano se inicia e, como de costume, surge o questionamento sobre como será o cenário econômico, uma opinião fundamental para que se tomem as decisões corretas de investimento. E o que está em jogo aqui não é a previsão sobre números do crescimento econômico ou então da inflação em 2026, mas a dúvida sobre de que lado estará o Brasil nos anos seguintes. E o pano de fundo para esse cenário é a transformação geopolítica que continua em curso e deve se acentuar nos próximos anos. Ela tem sido pautada pela competição pelo domínio aos mercados de insumos, sejam eles energéticos ou metálicos, que derrubaram o arranjo vigente até então onde organismos internacionais como a ONU, a OMS, OTAN e o Banco Mundial faziam o papel de árbitros no campo internacional. E isso ficou mais nítido após a pandemia e a fracassada tentativa Russa de inclusão da Ucrânia ao seu território. O produto resultante tem sido uma corrida armamentícia, sob o risco de mais conflitos regionais e restrições ao livre comércio e migração. Os dois principais agentes nesse palco são EUA e China, uma vez que a Europa adentra nesse novo ciclo mais enfraquecida depois de décadas de baixo crescimento sob a égide de um modelo econômico conhecido como “Welfare State” e que apenas resultou em estados mais endividados e uma sociedade dividida. Um dos pontos de dúvida sobre o Brasil é sobre qual vai ser nosso alinhamento. A neutralidade, ponto central da nossa diplomacia durante várias décadas, era vista como algo estratégico e bem aceito pela comunidade internacional. Foi assim que fornecemos alimentos e insumos para diversos países sancionados ou sob domínio de governos autocráticos ou ditaduras durante anos. Mas o desenho atual parece deixar essa via mais estreita, forçando o Brasil a se posicionar de forma mais contundente, e isso pode, sim, resultar em desafios para nosso comércio internacional. O motivo dessa mudança de postura é que o Brasil é, hoje, um player estratégico no fornecimento de alimentos e, devido a suas reservas de minerais consideradas importantes para o avanço das novas tecnologias, passou a ser disputado tanto pelos EUA quanto pela China. Viveremos um ciclo com disputas comerciais muito mais acirradas no mercado de fornecimento de soja, milho, carnes, minério de ferro e outros minerais. E fica a dúvida: a nossa diplomacia está pronta para isso? O segundo ponto a ser considerado é o mercado na América Latina. Os acontecimentos recentes e a sinalização das intenções americanas para o continente são claras: os EUA querem a consolidação de um bloco unido sem riscos de conflitos ou influência da China ou Rússia. E isso envolve não apenas modelos de Governo, mas ações no campo diplomático, bases militares e, também, por que não, de intercâmbio comercial, estratégico e cultural. Para uns, isso pode ser visto como uma ameaça; para outros, uma oportunidade. Pense em como saiu a Europa no pós-II Guerra. Totalmente destruída economicamente e sem condições de promover a reconstrução de sua sociedade. Sob o risco do Comunismo, os EUA se propuseram a financiar a rápida reconstrução do continente e, além disso, garantiram sua proteção. Os investimentos vieram e a sociedade floresceu rapidamente em um ambiente de estabilidade, criando diversas riquezas e muitas empresas que se tornaram líderes mundiais. Alguma semelhança? Novamente, temos o risco de uma divisão mundial, dessa vez entre EUA e China. Como apontei anteriormente, ao invés de uma disputa ideológica, na mesa estão os insumos estratégicos e o alinhamento geopolítico. E os EUA estão dispostos a financiar e proteger seus aliados mais próximos regionalmente. A Venezuela tem enormes reservas de petróleo, com baixo custo de extração, mais próxima e sem os problemas de conflito presente no Oriente Médio. O Brasil possui muitas terras férteis, insumos para diversos tipos de indústria, minerais abundantes, grandes reservas de petróleo, além de um mercado interno com potencial. O México e o Canadá já estão no jogo. Por que gastar energia em outros lugares do mundo? Se o plano realmente é esse, parece óbvio que o regime de Cuba vai ter que mudar, é só uma questão de tempo. A eleição de “midterm” nos EUA no final do ano pode ser o ponto a se considerar sobre a velocidade com que o país vai promover essas mudanças. Vamos ser pragmáticos? Em um mundo mais instável politicamente, para um país como o Brasil ter a parceria bélica com uma superpotência não significa perder a soberania. Será que a Europa perdeu a soberania ao aceitar ser protegida pelos EUA? Claro que não. Mas precisamos saber negociar. Já somos uma potência em diversos mercados e o que nos falta é estabilidade política e confiança para atrair o capital internacional. Todo ano recebemos cerca de US$ 70 bilhões em investimentos estrangeiros de todos os países do mundo. Se considerarmos somente o mercado americano, isso é troco. Mas o que o investidor busca? Segurança jurídica, com regras estáveis e uma política econômica pró mercado. Entenda como: “Governo não atrapalhando”. Com isso na mesa, para responder à pergunta sobre o que seria do Brasil nesse ano que se inicia, eu diria que: depende das nossas escolhas. Agora, falando do básico, o PIB cresce menos, a inflação fica dentro da meta e os juros começam a cair, mas ainda se mantêm cerca de 7 pontos percentuais acima da inflação.

PIB – (Jan-1980 = 100)

Estratégia Vokin GBV Aconcágua

Comentários dos Gestores

Dezembro foi mais um mês de alta para as ações brasileiras, com o Ibovespa batendo recordes no final do ano. O desempenho positivo contou com contribuição externa, já que a queda dos juros americanos reduziu o custo de oportunidade para ativos de risco, como é o caso de mercados emergentes.

Na sexta-feira, 5/12, Flávio Bolsonaro anunciou que havia sido o escolhido por seu pai para sucedê-lo na disputa presidencial de 2026. O mercado reagiu negativamente, uma vez que a rejeição do filho, assim como a do pai, é elevada, e as pesquisas eleitorais de segundo turno favorecem Lula em um eventual confronto entre os dois. Além disso, a candidatura retiraria da disputa Tarcísio de Freitas, que apresenta rejeição menor e bom desempenho nas pesquisas. Dois dias depois, Flávio admitiu que poderia desistir de sua candidatura mediante um “preço”, sugerindo que este seria a aprovação do projeto de anistia aos condenados pelos eventos de 8/jan/23. Alguns dias mais tarde, afirmou que sua candidatura era irreversível e passou a agendar reuniões e buscar apoio pelo Brasil, posicionando-se como um Bolsonaro mais moderado e comprometido com a manutenção da agenda liberal que seu pai havia adotado durante sua legislatura, ao lado de Paulo Guedes.

No âmbito fiscal, após turbulências na relação entre o Legislativo e o Executivo em razão do projeto de dosimetria das penas do 8/jan e das Emendas Parlamentares, o Congresso aprovou as medidas propostas pelo Governo com o objetivo de elevar a arrecadação e viabilizar a aprovação do Orçamento de 2026 com superávit de R$ 34,3 bilhões (cerca de 0,25% do PIB), o que se concretizou ao final do mês. Foram aprovadas a redução linear de 10% nos benefícios fiscais e tributários, o aumento da tributação sobre JCP (de 15% para 17,5%), fintechs (de 9% para 15%) e bets (de 12% para 15%). As medidas devem elevar a arrecadação em, aproximadamente, R$ 20 bilhões. Em relação às Emendas Parlamentares, o montante aprovado foi de R$ 61 bilhões, 21% acima de 2025, com liberação acelerada no primeiro semestre de 2026, por se tratar de ano eleitoral. A aprovação ocorreu mediante negociação com a oposição, em troca da aprovação do projeto de dosimetria, que deverá ser vetado por Lula, mas cujos vetos podem ser derrubados posteriormente pelo Congresso. A Lei Orçamentária também autorizou a equipe econômica a contingenciar recursos com base no piso da meta fiscal, e não em seu centro, após debate recente com o TCU sobre o tema.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, poderia progredir para o regime semiaberto após 2 anos e 8 meses do início do cumprimento da pena, caso a lei da dosimetria — aprovada nas duas casas legislativas — seja sancionada. Se essa era a barganha que Flávio queria para retirar sua candidatura, descobriremos até o início de abril, quando é o prazo para Tarcísio de Freitas se desincompatibilizar do Governo de São Paulo caso queira concorrer à presidência.

O Vokin GBV Aconcágua e o Vokin GBV Aconcágua 30 fecharam o mês com resultado de 2,81%, enquanto o Ibovespa subiu 1,29%. No ano, o Vokin GBV Aconcágua e o Vokin GBV Aconcágua 30 fecharam com altas de 31,17% e 31,07%, respectivamente, enquanto o Ibovespa fechou com alta de 33,95%.

Recentemente, aumentamos nossa posição em Iochpe. Embora a perspectiva inicial apontasse para expansão de margens e desalavancagem ao longo do ano, a realidade mostrou-se mais desafiadora para as vendas da companhia no segundo semestre de 2025. A empresa, que atua globalmente na venda de rodas e componentes estruturais para carros e caminhões, foi surpreendida pela rápida deterioração do mercado americano a partir de junho, com quedas de até 50% ano contra ano em algumas categorias de caminhões. Os Estados Unidos são um mercado relevante para a Iochpe, respondendo por cerca de um terço do faturamento. A piora do mercado de transporte após o início das tarifas, combinada à queda dos fretes e uma taxa de juros restritiva ao crédito afetou a rentabilidade da indústria de transporte, levando à postergação da compra de caminhões. A Iochpe reagiu rapidamente e redimensionou seu quadro de funcionários na região durante o terceiro trimestre, o que impactou os resultados de curto prazo. As ações da empresa reagiram negativamente, caindo do patamar de R$ 14 por ação para próximo de R$ 10 — nível em que aumentamos nossa posição, por avaliarmos que o cenário atual é temporário. Além disso, apesar do enfraquecimento momentâneo da demanda, vemos o ambiente competitivo de forma favorável, uma vez que grandes concorrentes vêm enfrentando problemas financeiros relevantes há mais tempo, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, e têm sido mais impactados pela atual retração das vendas.

Nos próximos meses, o mercado deve focar na eleição presidencial de 2026. A definição dos candidatos e a narrativa sobre a situação do Brasil serão os assuntos mais importantes. A pauta da segurança pública, muito debatida nos últimos meses, teve a votação de seus principais projetos adiada para 2026. As estatais também devem estar no centro do debate, diante dos problemas recentes nos Correios, que registraram déficit superior a R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses de 2025, além de um plano de reestruturação e empréstimos garantidos pela União superiores a R$ 12 bilhões contratados em dezembro. No campo da esquerda, temas como a isenção do IR para quem ganha até R$5mil, a baixa taxa de desemprego e o projeto de ônibus urbano gratuito devem ser os temas mais explorados.

Vokin K2 Long Biased FIA

Comentários dos Gestores

A Suzano aprovou a distribuição de dividendos intercalares no montante de R$ 1,3 bilhão, à razão de R$ 1,11 por ação. O pagamento será efetuado em 04 de fevereiro de 2026, com base na posição acionária de 18 de dezembro de 2025. A companhia também aprovou o aumento de seu capital social, no valor de R$ 5 bilhões, passando o capital social de R$ 19,2 bilhões para R$ 24,2 bilhões, sem atribuição de novas ações aos acionistas da companhia. Em outro comunicado, a empresa informou a estimativa de CAPEX para o exercício de 2026, no valor total de R$ 10,9 bilhões.

A Blau anunciou que está em fase avançada de desenvolvimento do biossimilar do pembrolizumabe, referente ao projeto AMDB12. O medicamento é o anticorpo monoclonal anti-PD-1 com maior faturamento no mundo, amplamente utilizado para o tratamento de diversos tipos de câncer. A companhia foi auditada pela Anvisa, a qual emitiu o Certificado de Boas Práticas de Fabricação do insumo farmacêutico ativo do medicamento.

A Petrobras informou que foi notificada pela ANP sobre a aprovação do termo aditivo do Acordo de Individualização da Produção da Jazida Compartilhada de Tupi, na Bacia de Santos. A companhia também comunicou que, em parceria com a Shell, adquiriu a participação da União nas jazidas compartilhadas de Mero e de Atapu, aumentando sua participação nas jazidas para 41,4% e 66,38%, respectivamente.

O Assaí celebrou documentos definitivos e vinculantes com o Itaú Unibanco, na qualidade de comprador e o Assaí, o Grupo Casas Bahia e a Companhia Brasileira de Distribuição, na qualidade de vendedoras, referente às participações societárias direta ou indiretamente detidas pelas varejistas na Financeira Itaú CBD (“FIC”). Após a transação, o Itaú será o único acionista direto ou indireto da FIC. O preço a ser recebido pela companhia pela venda de sua participação societária indireta na FIC é de aproximadamente R$ 260 milhões.

A Iguatemi informou que suas subsidiárias e o XP Malls FII celebraram uma proposta vinculante, que estabelece as principais bases e condições para a venda de participações minoritárias em 4 ativos imobiliários do seu portfólio. Os ativos imobiliários objeto dessa transação correspondem às participações de 9% do Iguatemi Alphaville, 23,96% no Iguatemi Ribeirão Preto, 18% no Iguatemi São José do Rio Preto e 7% no Praia de Belas. O valor total da transação é de R$ 372 milhões.

A Brava comunicou a efetivação do programa de ADR – Nível 1 da companhia, os quais serão representados pelo ticker “BVENY US”. Em outro comunicado, em atenção à notícia veiculada na mídia, a empresa esclareceu que não há tratativas com a Eneva para a alienação de ativos de E&P da companhia e a Brava não tem conhecimento de possíveis interessados em adquirir ações de sua emissão com objetivo de formação de bloco de controle.

A Log Commercial realizou a distribuição de dividendos intermediários e intercalares, no valor total de R$ 278 milhões, correspondente ao valor de R$ 3,18 por ação ordinária. Foram beneficiados os acionistas na base acionária de 18 de dezembro de 2025, com o pagamento ocorrendo em 29 de dezembro de 2025.

A Grendene deliberou à AGE e aprovou o aumento de capital social da companhia no montante total de R$ 626 milhões, a fim de que o capital social da companhia passe de R$ 2,2 bilhões para R$ 2,8 bilhões. A companhia também realizou a distribuição de dividendos intercalares, no valor de R$ 101 milhões, pagos em 26 de dezembro de 2025 nas formas de JCP (R$ 45 milhões; R$ 0,04 por ação) e dividendos (R$ 56 milhões; R$ 0,06 por ação). Ainda, a empresa informou que foi aprovada a distribuição de dividendos extraordinários no valor líquido de R$ 979 milhões, que será pago em 4 etapas: R$ 400 milhões (R$ 0,44 por ação) em 14 de janeiro de 2026, R$ 200 milhões (R$ 0,22 por ação) em 18 de março de 2026, R$ 200 milhões (R$ 0,22 por ação) em 10 de junho de 2026, e R$ 179 milhões (R$ 0,19 por ação) em 09 de setembro de 2026. Serão beneficiados os acionistas titulares de ações ordinárias em 26 de dezembro de 2025.

O BB Seguridade anunciou a aprovação da distribuição de R$ 8,7 bilhões aos acionistas, a título de dividendos referentes ao lucro líquido do exercício de 2025. Do montante total, R$ 4,9 bilhões correspondem ao 2º semestre do ano e se somam aos dividendos intercalares de R$ 3,7 bilhões, pagos em setembro. O valor estimado por ação equivale a R$ 2,54, com previsão de pagamento em até 60 dias após a divulgação do resultado de 2025.

A JSL informou a aprovação do pagamento de JCP e de dividendos. O valor bruto do JCP será de R$ 0,43 por ação ordinária, equivalente ao montante de R$ 122,6 milhões e será pago em 31 de janeiro de 2026. O valor bruto dos dividendos será de R$ 1,48 por ação ordinária, totalizando o montante de R$ 421 milhões, com o pagamento sendo realizado até 31 de dezembro de 2026. Em ambos, serão beneficiados os acionistas registrados em 29 de dezembro de 2025.

Vokin Everest FIC FIM

Comentários dos Gestores

O ano de 2025 foi marcado por alguns momentos atípicos para o mercado financeiro que impactaram em aumento momentâneo de volatilidade, apesar de ter encerrado como um ano bastante favorável para diversas classes de ativos no mundo.

No âmbito internacional, o grande destaque foi para a posse do Presidente norte-americano Donald Trump, com a expectativa de implementação de uma agenda com viés conservador e protecionista conforme sinalizado durante sua campanha. No dia dois de abril, o Presidente divulgou a elevação substancial de tarifas de importação sobre produtos de diversos países, o chamado “Liberation Day”, e cujo processo de negociação, conduzido de forma errática, com diversas idas e vindas, acabou tendo como principais desdobramentos o enfraquecimento global do dólar, a paralisação temporária de investimentos pelas empresas americanas e um aumento da incerteza institucional que levou a uma migração de investimentos dos Estados Unidos para outras regiões. Também foram destaques importantes do país a retomada nos cortes de juros pelo Federal Reserve, com três cortes nas últimas reuniões no ano e levando a taxa para o intervalo entre 3,50% e 3,75%, menor patamar desde 2022, assim como o avanço das tecnologias relacionadas à inteligência artificial e os expressivos anúncios de investimentos pelas empresas do setor, que levantaram questionamentos sobre uma possível “bolha de I.A.”.

Com relação às commodities, cabe destacar o desempenho positivo, no ano, dos metais preciosos – principalmente o ouro – sendo influenciado, principalmente, pela busca de alternativas frente ao dólar, inclusive por Bancos Centrais, e a queda do petróleo impactado por uma atividade econômica mais fraca e projeções de excesso de oferta global nos próximos anos.

Os ativos no Brasil, assim como a maioria dos outros países emergentes, também se beneficiaram do investimento estrangeiro. O receio que havia com relação ao início do mandato do Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a pressão direta do Presidente Lula e outros membros do Governo para um corte da taxa básica de juros foi se dissipando à medida em que o Comitê de Política Monetária adotou um discurso e postura pragmática, elevando a taxa Selic ao longo do primeiro semestre até o nível de 15,00%, maior patamar em quase vinte anos, e mantendo-a no restante do ano.

O aumento no diferencial entre os juros no Brasil e nos Estados Unidos favoreceu a desvalorização do dólar frente ao real, encerrando o mês de dezembro com valorização de +2,64%, porém com queda de -11,33% no ano, maior recuo desde 2016. A política monetária contracionista se contrapôs à política fiscal do país, em que o Governo não demonstrou preocupação em seguir ampliando o nível de gastos em ritmo ainda superior ao da arrecadação, buscando, inclusive, diversas alternativas para elevação de impostos.

Apesar da taxa Selic ter permanecido todo o ano em patamar elevado e atividade econômica com desempenho relativamente fraco, o fluxo estrangeiro impulsionou a bolsa.  O Ibovespa teve valorização de +1,29% no mês e +33,95% no ano, ficando entre as bolsas com melhor desempenho em dólar no ano. No mês, também houve fechamento da curva de juros reais, representando alta de +0,31% no índice IMA-B, e alta de +13,17% no ano. Para 2026, as projeções de mercado apontam um menor crescimento do PIB, por volta de 1,80% no ano ante aproximadamente 2,20% em 2025, com inflação projetada em 4,05% e Selic encerrando o ano em 12,25%.

O fundo Everest encerrou o mês com valorização próxima ao CDI, com alta de +1,15%, ante +1,22% do CDI, acumulando, no ano, alta de +14,59% ante +14,31% do CDI. Os fundos multimercado macro tiveram, de maneira geral, resultados acima ao CDI no ano, tendo como principais contribuições positivas as posições em renda variável e juros no Brasil, também tiveram destaque os fundos com maior exposição direcional em ações no Brasil. Os melhores desempenhos no mês vieram do multimercado macro Kapitalo Zeta (+6,52%), do fundo de ações long only Vokin GBV Aconcágua (+2,81%) e do fundo de ações long biased SPX Falcon (+2,54%). Os piores desempenhos no mês vieram do fundo de ações long & short Ibiúna STLS (-3,07%) e dos multimercados macro Ibiúna STH (-0,89%) e Absolute Vertex (-0,56%). Não foram feitos ajustes na carteira durante o mês de dezembro.

Para 2026, deveremos ter nos Estados Unidos a continuidade do ciclo de cortes de juros e a economia impactada por estímulos fiscais, havendo, ainda, grande expectativa quanto à mudança na Presidência do Banco Central, prevista para maio. No Brasil, o movimento tende a ser similar, com o início do ciclo de cortes na taxa Selic previsto já para o primeiro trimestre e o Governo ampliando o nível de gastos em um ano em que o debate eleitoral deverá dominar as notícias. Além disso, o ano já inicia com um significativo aumento nas tensões geopolíticas com a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, episódio cujos desdobramentos ainda são bastante incertos.

Agradecemos a todos pela confiança e desejamos um excelente 2026.

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