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Carta 249Outubro 2025

Comentário do gestor

Prezados Coinvestidores,

Encerramos outubro de 2025 com rentabilidades acumuladas, no ano, de +26,7% nos Fundos Vokin GBV Aconcágua e Vokin GBV Aconcágua 30, e +19,5% no Fundo Vokin K2, período em que o Ibovespa acumula rentabilidade de +24,3% e o CDI +11,8%.

No mês, nossos fundos tiveram pequenas rentabilidades negativas, de -0,48% a -0,68% , enquanto o Ibovespa teve alta de +2,26%, puxado especialmente por Vale, Itaú e Eletrobras, posições que não temos em carteira.

Nosso Fundo de Fundos Vokin Everest também supera o CDI no ano, com resultado acumulado de +11,93% até o final de outubro.

O ano de 2025 começou com muitas incertezas no mercado financeiro brasileiro e sabíamos que teríamos um ano difícil.

Apesar dos preços das ações estarem bem descontados, pouco imaginávamos que o Ibovespa chegaria ao final de outubro tendo batido 20 recordes – 5 deles em outubro – e, no último dia do mês, se aproximando dos 150.000 pontos – que já foi superado neste início de novembro.

Esse movimento reflete o fluxo de investidores estrangeiros para o Brasil, o movimento dos juros futuros em queda e os resultados positivos das empresas brasileiras – apesar da maior taxa de juros dos últimos 20 anos.

Possivelmente, o mercado também já esteja se antecipando à queda de juros que deveremos ter no mercado local ao longo de 2026.

Neste último mês, no cenário macroeconômico mundial, tivemos de positivo mais um corte na taxa básica de juros dos EUA, para um intervalo entre 3,75% e 4% ao ano; uma trégua na guerra comercial entre EUA e China, após a conversa e acordo de Trump com Xi Jinping, a vitória de Milei nas eleições legislativas argentinas; e um esfriamento nas tensões entre Brasil e EUA.  

No cenário macro local, tivemos de positivo a tendência de queda da inflação em direção ao teto da meta e o Banco Central seguindo a cartilha técnica e não política.

Como notícia que marcou o mês de outubro, tivemos a megaoperação policial do Governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho – algo que poucos imaginavam e que tem gerado muito ativismo nas redes sociais.

Apesar desta valorização do Ibovespa neste ano, ainda estamos muito atrasados em relação às bolsas internacionais, que também seguem batendo sucessivos recordes.

Em outubro, a Nvidia foi a primeira empresa a alcançar a valorização de U$ 5 trilhões. Apple e Microsoft valem perto de U$ 4 trilhões e Google e Amazon perto de U$ 3 trilhões.

Bom lembrar que todas as quase 400 empresas da bolsa brasileira valem menos de U$ 1 trilhão – todas juntas.

Aqui na bolsa brasileira, as empresas estão valendo, na média, aproximadamente 9x o lucro. No S&P 500, estão valendo mais de 31x o lucro dos últimos 12 meses.   

E as empresas brasileiras também estão com múltiplos menores do que de a média de outros mercados emergentes.

Nós desconfiamos que as principais empresas americanas, em sua maioria, estão com múltiplos e valores de mercado esticados, enquanto aqui ainda temos muitas empresas com múltiplos e valuations descontados.

Nosso maior concorrente no Brasil é o CDI, que está em 15% ao ano – maior patamar dos últimos 20 anos – afastando investidores da bolsa.

Como a inflação está, aos poucos, convergindo para o teto da meta, de 4,5% ao ano, no início de 2026 deveremos ter o início de corte de juros também no Brasil – o que tende a beneficiar a valorização das ações.

Como estamos investindo em empresas, muito mais do que simplesmente comprando ações, o mais importante são os resultados das empresas em que estamos investindo.

Já começamos a ter a divulgação de resultados do 3º trimestre de 2025.

Das empresas que temos em carteira, Bradesco, Metalúrgica Gerdau, BB Seguridade e Pague Menos já divulgaram seus resultados. Todos vieram em linha com nossas estimativas.

Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões no 3T25, acumulando R$ 18,1 bilhões nos 9 meses de 2025, uma alta de +28,2% sobre o mesmo período de 2024.

Metalúrgica Gerdau teve lucro líquido de R$ 382 milhões no 3T25, acumulando R$ 939 milhões nos 9 meses de 2025, uma queda, já esperada, de -35% sobre o ano anterior.

BB Seguridade teve lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no 3T25, acumulando R$ 6,8 bilhões nos 9 meses de 2025, +13,7% acima de 2024.

Pague Menos teve lucro líquido de R$ 80 milhões no 3T25, acumulando R$ 154 milhões nos 9 meses de 2025, +105% acima de 2024.

Até meados de novembro, teremos os resultados das demais empresas e acompanharemos cada uma de perto.

Seguimos mantendo o processo, a disciplina e a paciência em nossos investimentos e escolha de empresas para colher o resultado composto que aparece no longo prazo.     

A única certeza que temos é que existem muitos fatores, muitos dos quais todos desconhecemos, que terminam influenciando a precificação de todos os ativos.

O que acreditamos é em investir de forma diligente e prudente em empresas que produzem e geram riqueza ao longo do tempo, pagando dividendos ou se valorizando, e buscando comprar essas empresas por menos do que valem.  

Desejamos um ótimo mês de novembro para todos, com muita saúde, paz e sabedoria.

Obrigado por investirem junto conosco!

Abraços

Economia

A pobreza que se retroalimenta.

O Brasil de hoje se tornou refém de suas próprias iniciativas de combate à pobreza. Ao longo dos anos, tanto o Governo Federal quanto Estados e Municípios criaram diversos benefícios sociais na tentativa de reduzir as disparidades de renda, oferecendo recursos diretos via transferência ou então subsídios para consumo, seja para energia elétrica, gás, casa própria, carro, mobiliário e diversos outros itens. Acontece que focamos apenas nas consequências de um modelo socioeconômico falido no Brasil, e não nas causas. A maioria dos programas tem como único objetivo colocar pessoas para dentro, para ter acesso a esses benefícios, sem se preocupar com a porta de saída. Sabe aquele momento em que a pessoa não precisa mais receber o auxílio do Estado e passa a ter capacidade de gerar sua própria renda para sustento e de sua família? Pelo visto não está acontecendo. E o que vemos a cada ano é a comemoração de números que mostram cada vez mais pessoas cadastradas ou atendidas e valores transferidos cada vez mais robustos. Os níveis de pobreza e a magnitude usada para combatê-la, virou ativo político. Isso sem falar nas constantes ideias de criar novos programas e novos subsídios em um processo que dá a impressão de que ele se retroalimenta. Ou seja, quanto mais direcionamos recursos para reduzir a pobreza, mais temos que fazer, o que nos conduz à simples conclusão que estamos fazendo errado. Atualmente, a maior crítica a esses modelos é direcionada ao Bolsa Família e o possível impacto dele no mercado de trabalho, se constituindo em um incentivo para que as pessoas deixem de trabalhar. Mas, vale ressaltar, ele não é o único benefício social que existe. É fato que, ao atender 13,9 milhões de pessoas (estou usando os dados da PNAD anual de 2024), dos quais 88,8% são mulheres, ele se mostra como o mais robusto dos programas em funcionamento no país. Mas também temos outras 3,9 milhões de pessoas recebendo o BPC-LOAS (Benefício de Prestação Continuada) e 1,5 milhão no que se denomina de “outros benefícios” e que, além do Governo Federal, também são concedidos por Governos Estaduais e Municipais. Isso dá 8,8% da população brasileira, com fortes diferenças regionais. No Nordeste, por exemplo, os benefícios sociais atingem 15,4% da população local, ao passo que, no Sul, apenas 4,4%. A maior parte dos beneficiários (12 milhões) está na idade laboral, entre 18-49 anos, e, se nada fizermos para elas saírem dessa condição, certamente vão continuar dependendo desses recursos quando ficarem com mais idade. Ou seja, vamos ficar mais três décadas nessa situação. Felizmente, o que os números apontam, em parte, vão em direção contrária ao que muitos argumentam. Das 18,7 milhões de pessoas que recebem algum benefício, 5,9 milhões estavam trabalhando, sendo a maior parte (5,4 milhões de pessoas) ligadas ao Bolsa Família. Porém, 87% dos trabalhadores que recebem o Bolsa Família estão na informalidade. E sabe o que é mais revelador para essa situação? A maior parte é o que se denomina de ”empregador”.  Isso pode não indicar fraude mas, sim, a natureza do “empreendedorismo de subsistência” que acontece pelo Brasil: são microempresários (donos de pequenos comércios, empresas familiares, ambulantes e etc.) que, apesar de terem 1 ou 2 funcionários (muitas vezes informais), possuem um faturamento tão baixo que eles e suas famílias permanecem elegíveis para o benefício. E, devido à burocracia e altos tributos, ou com medo de perderem o benefício, preferem atuar na informalidade. Além desse grupo que trabalha e recebe o benefício, temos outros 1,2 milhão que estão desempregados (sim, eles fazem parte do total de 6,5 milhões desempregados). Ou seja, esses beneficiários do Bolsa Família até procuraram uma ocupação, mas sem sucesso. Agora, para responder à questão sobre o fato de quem recebe algum benefício social estar prejudicando o mercado de trabalho, vamos dar uma olhada no grupo dos 11 milhões de pessoas que recebem benefício de qualquer natureza mas estão no que é chamado “FFT” – Fora da Força de Trabalho, aquela situação em que não está nem trabalhando e nem procurou. Qual o grau de impacto que eles exercem sobre a força de trabalho nos estados? Em Alagoas, por exemplo, eles representam 26% da força de trabalho; no Maranhão, Paraíba e Ceará, 23%; ao passo que, em SC, a parcela que recebe benefício social e está “FFT” representa apenas 2,7% da força de trabalho. Outros dois estados com percentual baixo seriam SP, com 4,6%, e RS, com 5,2%. Portanto, os benefícios sociais estão exercendo muito mais pressão no mercado de trabalho em alguns estados do Nordeste do que no Sul do Brasil. A falta de trabalhadores no Sul-Sudeste do Brasil tem relação com o modelo de crescimento atual, e é um reflexo claro do que deve acontecer de forma mais acentuada em um futuro próximo em todo o Brasil: a redução da taxa de crescimento populacional. Cada vez teremos menos pessoas na Força de Trabalho e a constante melhoria das condições de vida e o envelhecimento populacional vão, cada vez mais, exercer pressão sobre o mercado de trabalho. A realidade está se impondo sobre a sociedade brasileira e precisamos, sim, discutir de forma técnica os modelos de benefícios sociais que usamos. Ter 5,4 milhões de beneficiários do Bolsa Família trabalhando não o isenta de ter críticas. Você sabia que existem 344 mil pessoas com curso superior incompleto e recebendo o bolsa família? Acha um absurdo? Ué, tem outras 346 mil com curso superior completo e recebendo o benefício, e metade dessas estava trabalhando. O que estaria errado aqui? A formação da pessoa? Ela está em um local onde não tem demanda pela sua formação? Uma especialidade que não tem mercado? Modelo de ensino falido? Ou falha do programa social? Será que, no Brasil de hoje, o diploma pode ser visto como um passaporte para sair da pobreza? Ao discutir programas sociais esteja preparado para questionar tudo, até a escola. Que, aliás, é o ponto de partida para reduzirmos a pobreza estrutural causada pelos benefícios sociais.

Estratégia Vokin GBV Aconcágua

Comentários dos Gestores

Em outubro, a bolsa brasileira manteve a tendência de alta e renovou máximas históricas, impulsionada pelo bom desempenho dos setores bancário, de utilities e de mineração (com destaque para a Vale). A queda dos juros nos Estados Unidos — que também levou a bolsa americana a novos recordes — e a expectativa de inflação mais baixa no Brasil, após a redução dos preços dos combustíveis pela Petrobras, contribuíram para o movimento positivo do mercado local.

No cenário internacional, houve avanços na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos após o encontro dos Presidentes Lula e Trump na Malásia. As negociações incluem a possível revisão da tarifa de 40% aplicada sobre determinados produtos brasileiros exportados aos EUA. Por outro lado, as tensões comerciais entre EUA e China voltaram a crescer no início do mês: a China passou a restringir a exportação de minerais de terras raras, e, em resposta, Trump proibiu a exportação de softwares estratégicos e ameaçou elevar tarifas sobre importações chinesas para até 100% a partir de novembro. Contudo, o conflito foi arrefecido e, ao final de outubro, os dois países firmaram uma trégua de um ano.

Nos Estados Unidos, o prolongado shutdown do Governo Federal — decorrente da falta de acordo entre Democratas e Republicanos para elevar o teto da dívida — passou a ser um risco crescente, já sendo o mais longo da história, com mais de 35 dias de paralisação e restrição a pagamentos do Executivo.

No campo fiscal brasileiro, o Governo busca recompor a arrecadação perdida com a caducidade da MP 1.303, com o objetivo de manter a projeção de superávit primário de 0,25% em 2026. Entre as medidas consideradas estão a elevação do IOF, o aumento da taxação sobre apostas esportivas (bets), o aumento da CSLL para bancos e fintechs e mudanças nos Juros sobre Capital Próprio (JCP). Além disso, o Governo conta com o julgamento no STF que pode reverter a desoneração da folha de pagamentos — cuja análise foi retomada logo após a MP perder validade.

O risco de expansão fiscal em ano eleitoral permanece no radar. O Presidente Lula voltou a defender a tarifa zero para transporte público urbano e a ampliação do programa Pé-de-Meia. Há, ainda, a possibilidade de gastos fora da meta fiscal, especialmente após o Senado aprovar R$ 5 bilhões anuais destinados a investimentos nas Forças Armadas fora do arcabouço fiscal — matéria que agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

O Vokin GBV Aconcágua e o Vokin GBV Aconcágua 30 fecharam o mês com resultados de -0,68% e -0,66%, respectivamente, enquanto o Ibovespa subiu 2,26%.

No último mês, aumentamos nossa posição em Azzas 2154. O grupo nasceu da fusão entre a Arezzo&Co e o Grupo Soma em 2024, consolidando-se como o maior conglomerado de moda da América Latina. A escala da nova companhia é notável: R$ 14,5 bilhões em faturamento nos últimos doze meses, 28 marcas renomadas sob seu guarda-chuva — como Arezzo, Schutz, Reserva, Animale e Hering — e uma força de trabalho de 22 mil pessoas. A gestão de Alexandre Café Birman, com seu reconhecido histórico de execução e alocação de capital, exemplificado nas bem-sucedidas aquisições da Vans e do Grupo Reserva, enfrentou seu maior desafio na integração com o Grupo Soma. A magnitude da operação trouxe complexidades superiores às previstas, principalmente no alinhamento cultural, evidenciando um desalinhamento societário que pressionou severamente a cotação das ações, que recuaram de um pico de R$ 58 para menos de R$ 22 em março. Naquele momento, o valor de mercado da companhia combinada chegou a ser inferior ao montante pago apenas pela Hering em 2021 pelo Grupo Soma. Entendendo que tal divergência seria temporária, montamos uma posição à época, que foi beneficiada pela posterior resolução do conflito, que levou a uma rápida reprecificação do ativo.

Recentemente, contudo, a ação retornou a patamares de preço semelhantes aos observados durante o período de maior incerteza, penalizada por uma expectativa de resultados mais fracos no curto prazo. Apesar de um ambiente macroeconômico mais restritivo, vemos com bons olhos a mudança de foco da gestão, que agora prioriza a rentabilidade e a geração de caixa em detrimento do crescimento a qualquer custo — uma disciplina já refletida nos números do segundo trimestre e reforçada pela nova política de remuneração dos executivos. Movimentos na diretoria também sinalizam a busca por maior coesão para atingir os objetivos corporativos. Com base na expectativa de manutenção de margens, endividamento controlado e forte geração de caixa, somados a um valuation atrativo de 6,6x lucros estimados e um desconto de 66% no múltiplo EV/EBITDA frente ao seu histórico de longo prazo, entendemos que o preço atual oferece uma margem de segurança bastante razoável. Nossa análise de fluxo de caixa descontado indica um valor justo de R$ 45,60 por ação, representando um potencial de valorização de 60%, o que justifica nossa visão construtiva para o ativo no longo prazo.

Vokin K2 Long Biased FIA

Comentários dos Gestores

A Suzano precificou a emissão e oferta de panda bonds, em duas tranches, para colocação no mercado chinês pela sua subsidiária integral Suzano International Finance B.V., no valor principal de RMB 1,4 bilhão (US$ 196 milhões). Serão duas tranches, sendo a primeira no valor de RMB 1,3 bilhão, com yield e cupom de 2,55% ao ano, a ser pago anualmente e com vencimento em 21 de outubro de 2028; e a segunda no valor de RMB 100 milhões, com yield e cupom de 2,9% ao ano, a ser pago anualmente, com vencimento em 21 de outubro de 2030.

A Pague Menos anunciou a aprovação do aumento do capital social da companhia pelo preço por ação de R$3,50, perfazendo o montante total de R$ 140 milhões, mediante a emissão de 40 milhões de ações ordinárias. O novo capital social da companhia passa a ser de R$ 2 bilhões, dividido em 662,6 milhões de ações ordinárias.

A Gerdau anunciou o pagamento de dividendos referente ao exercício social de 2025. A empresa Metalúrgica Gerdau S.A. irá distribuir R$ 0,19 por ação ordinária e preferencial, com o pagamento em 12 de dezembro de 2025. A Gerdau S.A. e sua ADR irão distribuir R$ 0,28 por ação ordinária e preferencial, com pagamento dias 11 e 18 de dezembro de 2025, respectivamente. A Gerdau também informou a projeção para o plano de investimento em CAPEX para 2026 no valor de R$ 4,7 bilhões.

A Brava comunicou a realização de uma auditoria pela ANP na Bacia Potiguar, que paralisou um conjunto de instalações. O impacto causado pela interdição está estimado em 3,5 mil barris de óleo equivalente por dia na média do mês de outubro de 2025, o equivalente a 3,8% da produção média total registrada no terceiro trimestre de 2025. A companhia também realizou uma troca nas posições de Diretor Financeiro e Relações com Investidores, elegendo o Sr. Luiz Carvalho para assumir ambas as posições.

A Petrobras informou que assinou com a PPSA o Acordo de Equalização de Gastos e Volumes decorrente do Acordo de Individualização da Produção da Jazida Compartilhada do Pré-Sal de Jubarte. O valor devido pela Petrobras à PPSA é de R$ 1,54 bilhão. A empresa também anunciou o recebimento de licença ambiental do Ibama para a perfuração de um poço experimental em um bloco localizado em águas profundas do Amapá. Por meio desta pesquisa exploratória, a companhia busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área com escala econômica. Em outro comunicado, a Petrobras informou a aquisição de dois blocos na Bacia de Campos. O bloco de Jaspe foi adquirido em parceira com a Equinor, e o consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 60%. O outro bloco adquirido foi o de Citrino, de forma integral. O valor do bônus de assinatura a ser pago em março de 2026 pela companhia é de cerca de R$ 37 milhões.

A Log Commercial informou que submeteu para análise e aprovação do CADE potencial transação de venda dos ativos LOG Natal, LOG Jundiaí e LOG Ribeirão Preto, com base em um Memorando de Entendimentos de caráter não vinculante, celebrado com o BTG Pactual LOGCP FII. O valor da transação é de R$ 364 milhões e abrange uma Área Bruta Locável (ABL) total de 110.671 m², equivalente a R$ 3.289/m. A margem bruta da transação será de 27,1%. Em outro comunicado, a empresa informou o pagamento de R$ 26,4 milhões a títulos de dividendos intermediários referente ao terceiro trimestre do exercício social de 2025. O valor por ação ordinária a ser distribuído é de R$ 0,30 e serão pagos com base na posição acionária de 10 de novembro de 2025, sendo realizado o pagamento dia 28 de novembro de 2025.

A Hapvida aprovou a realização da 10ª emissão de debêntures simples da companhia, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, com garantia adicional fidejussória, no valor total de R$ 3,6 bilhões. As debêntures farão jus a juros remuneratórios correspondentes a 100% da variação acumulada da taxa DI, acrescida exponencialmente de uma sobretaxa equivalente a 1,05% ao ano, com vencimento em 2033. A companhia também comunicou a aprovação do programa de recompra de ações, com a finalidade de maximizar a geração de valor para os acionistas. Poderão ser adquiridas até 20 milhões de ações a preços de mercado, pelo período de 18 meses.

A JSL celebrou contrato de locação de equipamentos de movimentação interna (empilhadeiras) com a Vamos, sendo ambas as partes controladas pela SIMPAR. Por meio do contrato, a Vamos disponibilizará à JSL uma frota de máquinas e equipamentos intralogísticos para o atendimento de um novo contrato celebrado pela JSL, pelo prazo de 84 meses. Pactuou-se o pagamento mensal, da JSL para a Vamos, no valor de R$ 889 mil, ajustado anualmente conforme a variação do IPCA, sendo estimado um pagamento total equivalente a R$ 74,6 milhões.

Vokin Everest FIC FIM

Comentários dos Gestores

Outubro foi mais um mês positivo para os ativos de risco com a expectativa de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, além da divulgação de bons resultados de algumas empresas de tecnologia, o que impulsionou o índice S&P500 a atingir novos recordes, e da perspectiva de novos acordos comerciais entre Estados Unidos e China, reduzindo os temores de uma nova escalada na tensão entre os países. Cabe ressaltar que o Governo norte-americano permanece com paralisação de diversas atividades e serviços, o shutdown, que tem atrasado a divulgação de importantes dados e começa a trazer reflexos na atividade econômica enquanto Republicanos e Democratas não chegam a um acordo no Congresso.

Já próximo ao final do mês, o Comitê de Política Monetária do Banco Central dos Estados Unidos (FOMC) cortou a taxa básica de juros em 0,25 p.p., levando para o intervalo de 3,75% – 4,00%, menor patamar em quase três anos. A redução era amplamente esperada pelo mercado, à despeito de dois votos contrários (um pela manutenção e outro por redução maior), sendo que o Comitê ressaltou a desaceleração da economia e os riscos no mercado de trabalho para justificar a decisão, apesar da inflação persistente. A surpresa ficou por conta do discurso do Presidente Jerome Powell ao afirmar que novos cortes não são uma certeza, o que reduziu as expectativas sobre o ciclo de cortes, ainda que mantendo uma maior probabilidade de que ocorra mais uma redução na reunião de dezembro.

O otimismo externo novamente impactou de maneira favorável os ativos no Brasil, tendo o índice Bovespa renovado suas máximas históricas e encerrado o mês com valorização de +2,26%. O dólar se valorizou +0,97% frente ao real e houve fechamento das taxas de juros reais, representando alta de +0,54% no índice IMA-B.

Apesar de que a expectativa de mercado com relação à inflação esteja sendo revisada para baixo, projetando 4,55% para o IPCA em 2025 e 4,20% em 2026, o cenário base para a taxa Selic encerrar este ano no patamar atual de 15,00% e chegando a 12,25% no final de 2026, com cortes a partir do primeiro trimestre, permanece. No âmbito político, novas pesquisas têm apontado para uma recuperação no nível de popularidade do Governo Lula, apesar de que a base governista segue enfrentando dificuldades de aprovações de projetos no Congresso e à medida em que a situação fiscal do país segue em deterioração.

O fundo Everest encerrou o mês com valorização muito próxima ao CDI, com alta de +1,23%, ante +1,28% do CDI, acumulando, no ano, alta de +11,93% ante +11,76% do CDI. Os fundos multimercado macro tiveram, de maneira geral, desempenhos relativamente bons, porém com maior dispersão entre os resultados o que acabou impactando negativamente a carteira. Destaques, no mês, para o fundo multimercado macro Itaú Optimus (+2,68%), o fundo de ações long biased SPX Falcon (+2,63%) e o fundo de ações long & short Ibiúna STLS (+2,61%). Os piores desempenhos foram do fundo de ações long only Vokin GBV Aconcágua (-0,66%) do fundo de ações long biased IP Value Hedge e do multimercado macro Kapitalo Zeta (+0,17%).

Não foram feitos ajustes na carteira durante o mês de outubro.

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